AOS QUE SE FORAM

AOS QUE SE FORAM

Dedicado a nossa amiga Lusiana que nos pediu um texto para declamar para formatura de sua turma de Psicólogos. Ela pediu um texto sutil em homenagem aos entes queridos falecidos que respeitasse a crença de cada um e fosse profundo e sutil.

A quem dos amigos e colegas precisar de algo assim, estamos disponíveis dentro de nossa área de competência.

Aos que se foram…

Não existem mesmo palavras e expressões que expliquem nossos sentimentos e emoções. Podemos escrever, desenhar, usar os emoticons, inventar símbolos com as mãos, mas sempre serão insuficientes para expressar a dimensão do que vivenciamos nos momentos simples, nos momentos especiais, também nos momentos de dor, que nos traz a memória das emoções vividas dentro do peito.

Nem mesmo a poesia é suficiente para tentar expressar o que é invisível aos olhos e só se “vê” com o coração. As vezes um olhar diz mais que 1000 palavras, um abraço consola mais que 100 amigos, um sorriso te motiva mais que 50 ambições.

Mais curioso, interessante e complexo é o ser humano em sua multidiversidade.

São bilhões de almas, bilhões de impressões digitais, bilhões de gostos, bilhões de opiniões diferentes, bilhões de crenças pessoais e coletivas, bilhões de rostos, comprovando a inteligência da natureza que não repete um ser humano sequer.

Observando a vida e a morte diante desse prisma, diante dessa tão deslumbrante multiversidade, ficamos mais reflexivos e lançamos nossos introspectivos corações a viajar fluentes nas moradas das estrelas.

Mas e os que se foram? Os que se foram, não se foram, estão aqui! Mas como? Aqui como? De diversas formas, pergunte isto aos bilhões de pessoas em suas perspectivas e opiniões e, por favor, não considere a sua a correta, será mera ingenuidade.

Os que se foram, não se foram! Para alguns ficam as memórias, as lembranças, não as das fotos, mas no firmamento de estrelas na abóboda do coração. Para outros, estão no “céu”, em algum “céu” que não sei – e nem eles sabem direito explicar, mas estão no “céu”. Para outros, estão simplesmente vivos noutra dimensão energética de vida, chame-a do que desejar.

Mas hoje estamos aqui juntos, por um motivo maior que nós, é um momento especial de nossas vidas. E para cada um de nós – ínfima fração dos tais bilhões citados – este momento tem um grau e perspectiva de importância diferentes.

E nesses momentos sensíveis, delicados, lembramos dos que se foram – ou melhor, dos que parecem que se foram, mas estão aqui para cada um de um jeito diferente.

E é a estes “que não se foram” que brindo, que brindamos de coração a coração, de sentimento a sentimento, de poesia a poesia, de firmamento a firmamento.

Não me importa agora, sim é poesia, e na poesia vale tudo, brinco com a semântica e viajo no abstrato!

UM BEIJO AOS CORAÇÕES SAUDOSOS DAS ALMAS QUE SE FORAM, estejam onde e como estiverem, afinal em minha humilde tentativa de ser um pouco mais sábia, vou respeitar a opinião de cada um.

Que a felicidade permeie o coração de cada um: os vivos e os “vivos”!

saudades, morte, falecimento, perda, entes queridos, trite, triteza,

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. --- -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.

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