ANJOS DA EVOLUÇÃO

ANJOS DA EVOLUÇÃO

Ondas de luzes celestes me permeiam
Meu coração sensível se norteia

Na vida densa de caminhos caóticos eu pergunto:
Quais as forças que interferem em mim?

Qual é o meu livre-arbítrio?

Minha mente ouve harpas e violinos

Meu coração ouve flautas percolando no seio do universo

Percebo os anjos cósmicos obedecendo à lei

Uns portam espadas impulsionadoras dos carmas negativos

Outros seguram lenços para enxugarem lágrimas

Ainda outros portam livros para ajudarem os de boa vontade

 

Representam os três grupos de humanos na era de regeneração do planeta

O primeiro grupo, imenso, enredado em carmas densos e pesados, vão ser visitados pelos anjos da espada.
É um grupo que escolheu evoluir pela dor e pela ignorância.
A espada chama-se dona dor,
Restam muitas vidas densas ainda

O segundo grupo, também imenso, já merece consolo e apoio
Tão grande quanto o primeiro, a dona dor começa a se despedir deles
Se submeteram a ela com humildade e perseverança
O lenço dos anjos é para enxugar suas lágrimas
Restam poucas vidas de lágrimas e muitas de trabalho

O terceiro e último grupo, a minoria, escolheu evoluir pela assistencialidade
Recusaram o assistencialismo piegas e consolador e escolheram o esclarecimento associado à consolação
Trocaram o fardo do carma negativo pela bênção da dureza do dharma e suas lágrimas
Trocaram o caminho da ignorância pela opção do duro aprendizado
O livro do terceiro anjo representa estudo e trabalho, e esclarecimento e consolação

Forma-se uma pirâmide de evolução
Na parte mais larga, encontramos o primeiro grupo, que evolui pela dor, pela ignorância e sofrimento
Sobrevoando este grupo encontramos os anjos da espada

No meio da pirâmide, encontramos o segundo grupo, que está recém-saído da base da mesma
Ainda vacilam muito e sofrem bastante, mas já procuram a ética e a humildade.
Por isto, o anjo do lenço os consola enxugando suas lágrimas e animando-os para o porvir

No alto da pirâmide encontramos o terceiro e último grupo, minoria recém saída do meio da pirâmide
Ainda vacilam e sofrem um pouco, mas estão tentando firmar-se no dharma de servir
Por isto, o anjo do livro os visita
Estudam juntos as leis magnas, o cosmos e tentam com mais vontade se aproximar do criador

Já não necessitam mais de doutrinas, filosofias ou religião.
Já tentam entender e o vivenciar a pureza das leis naturais.
A espiritualidade não é mais rótulo ou grupo, mas algo fisiológico e natural.
Seu egoísmo está se diluindo no entendimento da comunhão.
Seu orgulho está se dissolvendo no compreender da modéstia.

Suas lágrimas estão se transformando em ação de servir.

Suas mentes, alhures intelectuais, hoje flexíveis.

Seus corações, antes gélidos e arrogantes, hoje tratam os outros com alguma paciência.

Embora ainda estejam distantes de serem anjos,
Já atraem os verdadeiros anjos instrutores do Criador a lhes instruírem com os livros da “Verdade”.

Relativo é o ego que não entende a verdade.
Absoluto é o ego que crê que detém a relatividade da verdade.
Portanto, sabem que não são arautos de nenhuma verdade.
Sabem que seus detratores também possuem como eles os fragmentos da verdade.
Mas sabem que, se não se unirem a seus detratores e futuros parceiros, separados jamais encontrarão a tal verdade.

Na maioria das vezes são atropelados pela base da pirâmide que os agride, e escarnece e abafa.

São considerados pelas massas medíocres e são desprezados dentro da ótica financeira, empresarial, social, materialista e do Status Quo fútil.

Mas suas companhias espirituais são as mais seletas.
Não são Cristos e nem Budas, estão distantes disso e sabem.
São homem simples de tênis jeans.

Possuem problemas de sobrevivência e aluguel.

Não são doutores da lei arrogantes e nem fariseus dos templos doutrinários modernos.

Também derramam suas lágrimas,

Também se sentem sós,

Também cometem erros,

Também tropeçam…

Mas se levantam sempre e prosseguem ante aos detratores encarnados e aos obsessores espirituais.
Falam e calam, se expõem e se recolhem, conforme a música da vida e da necessidade…
E perseveram não apenas diante das naturais dificuldades da vida, mas ante o confronto aos próprios defeitos.
Emanam sua a luz e revelam suas sombras.
E conforme a polaridade do observador, estes enxergarão e focarão apenas um ou outro lado, conforme a lei dos semelhantes.

Os anjos do carma ou anjos da evolução estão aí.
Não são seres flutuantes de asas e vestes brancas.
São os eventos, problemas e bênçãos que envolvem nossas vidas e nos propiciam dores e alegrias.

Muito mais do que atrair os eventos existenciais que merecemos, atraímos os que desejamos.

Paz e Luz.

 

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque – auto intitulado como “Tio Dalton” de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade.
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Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e “New Age’s”.
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Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática.
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É simples, irreverente, se denomina “caipira” e “sente muitas saudades de seu planeta”.
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O que mais aprecia é escrever, aprender, criar “coisas” novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. — -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.

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