SINOPSE DA CIÊNCIA E O SABER – A EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA

SINOPSE DA CIÊNCIA E O SABER – A EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA

Vou pontuar situações históricas da evolução da “razão” humana cronologicamente em forma de sinopses sequenciais.

 

  • A Filosofia surgiu nos séculos VII-VI A.C. nas cidades gregas situadas na Ásia Menor. Começa por ser uma interpretação dessacralizada dos mitos cosmogônicos difundidos pelas religiões do tempo. Não apenas de mitos gregos, mas dos mitos de todas as religiões que influenciavam a Ásia menor. Embora o Iluminismo tenha atingido seu apogeu no século XVIII, antes disso a filosofia não poderia triunfar por não ter como se difundir por um mundo tão atrasado e hostil daquela era, e por isto não havia comunicação e disseminação da cultura, do saber e do conhecimento. Foi preciso surgir à tecnologia oriunda do mecanicismo para que as escolas de pensamento pudessem ser divulgadas em escalas mais amplas.

 

  • A mecânica de Newton através da linguagem e recursos matemáticos poderia prever as trajetórias e comportamentos dos corpos, emergia com força total a base físico-matemática do novo paradigma.

 

  • Desde remota antiguidade, os governos têm se interessado por informações sobre suas populações e riquezas, tendo em vista, principalmente, fins militares e tributários. Assim surgiu a estatística que utiliza as teorias probabilísticas para explicar a frequência de fenômenos e para possibilitar a previsão desses no futuro.

 

  • Preocupados com as colheitas perde-se na história do tempo a intenção do homem de prever o comportamento da natureza nós podemos chamar de “pré-ciência” caminhando para o que hoje chamamos de meteorologia.

 

Na visão de Heer (1968), a tradição científica fundada em Oxford por Grossteste foi mantida posteriormente por Roger Bacon e outros menos eminentes, e a sua influência estendeu-se até chegar na Alemanha e Paris. Novos métodos científicos se desenvolveram na escola de Oxford: investigação indutiva aliada à aplicação dos princípios matemáticos e filosóficos. A combinação da observação com os métodos exatos de cálculos fez da meteorologia um dos assuntos mais fortes de Oxford nesta época. Oxford distinguiu-se pela sua combinação de cosmologia platônica, empirismo natural e investigação em matemática fundamental. (PRIMON, 2000).

 

  • Em 1642, o matemático francês Bleise Pascal desenvolveu o que pode ser chamado da primeira calculadora mecânica da história, a máquina de Pascal. Nascia o esboço da informática.

 

  • Considerando-se indústria como fabricação de bens com emprego de máquinas, a primeira notável modernização da atividade ocorreu na Grã-Bretanha, com a revolução industrial, nas últimas décadas do século XVIII. Nessa época, avanços técnicos como a lançadeira rápida de tear, na indústria têxtil, reformularam as bases sobre as quais se assentava esse setor da economia.

 

  • Henry Ford foi um importante engenheiro americano. Produziu seu primeiro automóvel em 1892. Foi o primeiro a implantar um sistema de produção em série. Ele notou que era muito mais barato e rápido produzir um modelo de automóvel padronizado. De acordo com o seu sistema, o automóvel passava por uma esteira de montagem em movimento e os operários colocavam as peças. Logo, cada operário deveria cumprir uma função específica. Desta forma, existiam operários para determinadas funções (pintura, colocar pneus, direção, motor, etc.). Neste sistema, um automóvel era montado em apenas 98 minutos. Estava criada a produção em série e se consolidava ainda mais a indústria mundial.

 

  • A década de 1920 foi de intensa industrialização na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, onde a produtividade do trabalho aumentou muito em virtude da mecanização, que se estendeu a grande número de atividades, e à eletrificação das fábricas. Do ponto de vista da organização e dos métodos empregados, o trabalho foi sistematizado, principalmente nas grandes linhas de montagem, estabelecidas pela primeira vez na indústria automobilística, pelo americano Henry Ford.

 

  • A origem dos aparelhos eletrônicos remonta às pesquisas de Nikola Tesla e de Thomas Alva Edison, que em 1883 descobriu o efeito termiônico. A evolução da eletrônica foi lenta no início, porém com o passar do tempo, acelerou-se. Nos séculos XVII, XVIII e XIX, foram informações dispersas, aleatórias. Para efeitos de alocação histórica, a idade da Eletrônica teve início em 1837 com a invenção do telégrafo por Samuel Morse nos EUA.

 

  • Thomas A. Edson demonstrou a formação de uma corrente elétrica fraca no vácuo parcial entre um filamento aquecido e uma placa metálica. A corrente era unidirecional e cessava se a polaridade do potencial entre o filamento e a chapa fosse invertida. Ficou comprovado que os transmissores da eletricidade estavam eletrizados. Mais tarde, estes transmissores receberam o nome de elétrons.

 

  • Em 1888, Heirich Hertz nota o fenômeno de produção de corrente alternada de alta frequência que denominou ondas eletromagnéticas, mais tarde, ondas Hertzianas. Na mesma época o pesquisador francês Edouard Branly inventou um dispositivo denominado coesor, capaz de detectar estas ondas Hertzianas.

 

  • O transistor foi criado nos laboratórios da Bell Telephone nos EUA em dezembro de 1947. É um componente eletrônico que começou a popularizar-se na década de 1950, tendo sido o principal responsável pela revolução da eletrônica na década de 1960. São utilizados principalmente como amplificadores e interruptores de sinais elétricos. O termo vem de transfer resistor (resistor/resistência de transferência), como era conhecido pelos seus inventores. A invenção desse componente é atribuída a três cientistas: Bradeen, Brattain e Shockley. O primeiro transistor surgiu por acaso durante estudos de superfícies em torno de um diodo de ponto de contato e seu nome foi derivado de suas características intrínsecas: “resistor de transferência”.

 

  • Com a informática e a descoberta do transistor, um casamento perfeito, estava criado uma das mais poderosas máquinas e uma das melhores ferramentas do homem e da ciência: o computador.

 

Termino aqui,esta breve sinopse da evolução dos sistemas humanos na história do mundo.

O que você achou?

Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. --- -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.---- "Desvio-me daquilo que não posso aperfeiçoar e me aproximo daquilo que posso. Se não tenho condições de curar meu corpo, tenho condições de curar minha mente e, assim, me libertar para tomar decisões sensatas. Eu escolho o que me preocupa. O pensamento pode ser dirigido tanto para o caos quanto para a quietude. Posso optar por não esboçar infinitamente as “causas” das minhas dificuldades e projetar, no futuro, as suas limitações e agonias. Se não posso evitar que certas pessoas me condenem, posso parar de analisar seus motivos e deixar de defender meus atos. Não importa de quais aspectos eu não goste ou tenha medo, posso interromper minhas desgastantes tentativas de torná-los perfeitos." Hugh Prather - A Arte da Serenidade

Deixe um comentário

Comentário (requerido)

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Nome (requerido)
E-mail (requerido)