A MATRIX MULTIDENSIONAL

A MATRIX MULTIDENSIONAL

Matrix é vasta e complexa rede de condicionalidade onde a matéria conquista o honrado status de ‘realidade objetiva,’ e a mente se torna um intruso acidental. A Matrix aqui é Maya ou ilusão. Este universo senciente[1] é regulado por diferentes ordens de causação estratificadas, de tal modo que ordens de causação superiores podem exercer o domínio sobre as inferiores – natural hierarquia cósmica, muito além da ética e moralidades sociais humanas (cosmoética)[8]. No entanto, é a Consciência (self humano) que co-cria o universo macro e o microcósmico que vivenciamos, ou melhor, que “imaginamos” vivenciar – no exato sentido desta expressão são as “consciências individuais” juntas que co-criam uma “falsa” realidade de Matrix. Minha ilusão corrobora a ilusão alheia e os semelhantes se atraem e se reforçam.

A questão é que a Consciência é Cósmica e não-individual, a individualidade, ou melhor, a ilusão da individualidade aparece apenas no contexto da Matrix em que vivemos. Daí surgem vários conceitos como o carma e a reencarnação que são válidos sim, nos contextos que são avaliados, mas aqui o contexto é QUÂNTICO, criando novas possibilidades, inclusive condição de diluí-los ou eliminá-los – paradoxo consciencial.

No mundo micro a Mecânica Quântica desvinculou o espaço do tempo que são válidos apenas no nível macro. O Espaço – Tempo é um vetor único e “Vida” é tudo aquilo que transforma, aprende, ensina e co-cria.

O Espaço – Tempo não é algo universal e fixo, é um agente consciencial e contextual, portanto, vivenciamos um “agora” energeticamente denso neste momento ou contexto da Matrix – e este contexto é que propicia o carma como popularmente se entende em nosso aqui-agora.

Einstein diz que no Espaço – Tempo há simultaneidade, mas a Mecânica Quântica provou o contrário. Até pode haver, mas nem sempre há. A Teoria da Relatividade já foi uma grande desestruturação do Paradigma Cartesiano, mas a Mecânica Quântica vem para não deixar nem pó sobre pó, mas ela não vem derrubar apenas os materialistas ao contrário que os “crentes” espiritualistas acreditam.

Duas pessoas em separado pegam o carro e andam durante uma hora a 60 km/hora. A hora e o percurso de uma não são o mesmo que a hora e o percurso do outro, o espaço – tempo de cada um não vão se encaixar, não são iguais. Da mesma forma duas pessoas – podem tomar banho no mesmo banheiro – ao tomarem um banho de 5 minutos irão ter perspectivas temporais totalmente diferentes. Você já perdeu a hora com uma cochilada de 5 minutos?

Todas as nossas vivências cotidianas, tudo que conseguimos observar e perceber nos é causal (ou aparentemente causal), ou seja, são eventos lineares, sequenciais, um após o outro, em seguida, em sequência, onde tudo se encaixa na teoria de que uma coisa é causa e a seguida decorrida da primeira é a consequência. Este é o universo causal, de causa e efeitos, de causas e consequências, ações e reações.

É a vida, a dimensão, a multidensidades, no macrocosmos e no cotidiano social e vivente. Esta aparente causalidade tem objetivo de gravarmos, ou seja, aprendermos com a experiência, e aprender neste sentido não tem muito a ver com intelectual, cognitivo ou racional, mas no campo da expansão da consciência, no aumento de lucidez, no entendimento da Matrix, na percepção de Maya em que vivemos, pois você só se livra dela se a perceber.

Mas quando entramos no microcosmos, no universo do infinitamente pequeno, nos deparamos com o ACAUSAL, onde a simultaneidade pode se quebrar de forma absurda para nossas mentes condicionas e espessas. Me parece que a Mecânica Quântica vem quebrar o Paradigma Cartesiano e até muitos pontos do Espiritualismo também se for bem observado.

Quero saber se você está preparado para ter suas crenças, seus paradigmas quebrados pela Mecânica Quântica mesmo achando que ela poderá endossar suas crenças espiritualistas recheadas mais de misticismo e impressões leigas, do que conhecimento científico associado as expansões de consciência e as projeções astrais?

A Psicologia está próxima da Mecânica Quântica, pois é no universo psíquico que o espaço – tempo se modificam, ali estão as percepções e vivências íntimas de cada um e é ela que se aproxima mais disso e também os sistemas e métodos que ajudam a expandir a consciência humana, sejam eles religiosos, filosóficos, científicos ou leigos,  mas a Parapsicologia está extremamente mais próxima e ela – a Mecânica Quântica – num futuro próximo poderá corroborar hipóteses e teorias sobre os fenômenos paranormais ou PSI.

E expressão “Física Quântica” está caindo, não é mais adequada, tais estudos já não são mais do escopo da Física, mas um mecanismo diferente – Mecânica Quântica.

Analisando o comportamento “incoerente” das partículas submicroscópicas, os cientistas precisam criar conceitos e teorias que as expliquem e assim vão sendo lançados num plano instável, inseguro, que exige expansões de consciência, teorias e hipóteses ousadas e mirabolantes.

Então as respostas não são mais simples e nem exatas, elas caem em faixas e campos probabilísticos que “arrepiam os cabelos” de quem não aprecia abrir mão de seus apegos intelectuais e crenças confortáveis. A probabilidade, em termos leigos não passa de um “pode ser”, agora não poderemos mais criticar as limitações dos generalismos, pois nada é mais generalista que a Estatística dos campos probabilísticos.

[1] Senciência, é a “capacidade de sofrer ou sentir prazer ou felicidade”.[1] Não inclui, necessariamente, a autoconsciência. A palavra senciência é muitas vezes confundida com sapiência, que pode significar conhecimento, consciência ou percepção. As duas palavras podem ser diferenciadas olhando-se suas raízes latinas: sentire é “sentir” e sapere é “saber”. Senciência, portanto, é a capacidade de sentir.

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. --- -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.---- "Desvio-me daquilo que não posso aperfeiçoar e me aproximo daquilo que posso. Se não tenho condições de curar meu corpo, tenho condições de curar minha mente e, assim, me libertar para tomar decisões sensatas. Eu escolho o que me preocupa. O pensamento pode ser dirigido tanto para o caos quanto para a quietude. Posso optar por não esboçar infinitamente as “causas” das minhas dificuldades e projetar, no futuro, as suas limitações e agonias. Se não posso evitar que certas pessoas me condenem, posso parar de analisar seus motivos e deixar de defender meus atos. Não importa de quais aspectos eu não goste ou tenha medo, posso interromper minhas desgastantes tentativas de torná-los perfeitos." Hugh Prather - A Arte da Serenidade

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