ANITTA E A ESPIRITUALIDADE FAMA, AUTOPESQUISA E RECICLAGEM CONSCIENCIAL

ANITTA E A ESPIRITUALIDADE: FAMA, AUTOPESQUISA E RECICLAGEM CONSCIENCIAL

Anitta e a Espiritualidade: Autopesquisa e Reciclagem Intraconsciencial

Vou começar este texto deixando uma coisa bastante clara, porque isso torna minha análise mais honesta. Eu não gosto de funk. Nunca foi e nem será meu universo musical. Sou amante do rock, especialmente do rock progressivo, do blues, da música instrumental, do new age e de outras sonoridades muito distantes da estética musical representada por Anitta. Portanto, não estou escrevendo como fã, não acompanho sua carreira por identificação musical e não tenho qualquer necessidade de elogiar seu trabalho artístico para justificar o que vou dizer aqui. Talvez seja exatamente por isso que Anitta me interesse como objeto de uma análise consciencial.

Quando conseguimos reconhecer qualidades, movimentos evolutivos e valores em alguém de quem não compartilhamos gostos, estética, religião ou visão de mundo, estamos exercitando alguma coisa muito mais séria do que simpatia. Estamos tentando observar a consciência para além da embalagem. E, olhando dessa forma, considero a trajetória de Anitta muito mais interessante do que eu próprio imaginava, inclusive antes de chegar a esta conclusão, eu não a olhava com “bons olhos”, ou seja, estou também, reciclando minha opinião.

Não estou afirmando que ela seja exemplo de perfeição, modelo espiritual ou consciência evoluída. Isso seria infantilidade. Nenhum de nós é. Estou observando sinais de autopesquisa, posicionamento social, enfrentamento de preconceitos, revisão de valores e uma busca espiritual que, pelo menos publicamente, parece ter se aprofundado com o passar dos anos. Esse fenômeno merece atenção.

ANITTA, ESPIRITUALIDADE E A PESSOA POR TRÁS DA PERSONAGEM

Anitta é o nome artístico de Larissa de Macedo Machado, nascida e criada em Honório Gurgel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Sua origem social é importante para entender muita coisa que veio depois. Existe uma tendência comum de olhar para uma celebridade depois que ela alcançou fama, dinheiro, viagens internacionais, mansões e contratos milionários e imaginar que aquela realidade sempre existiu. No caso de Anitta, não foi assim.

Ela própria declarou em 2026 que nasceu em uma realidade pobre, teve poucas oportunidades e precisou trabalhar muito para alcançar o lugar a que chegou. Ao falar sobre desigualdade, fez uma observação interessante: usar seu próprio sucesso como prova de que qualquer pessoa pobre consegue chegar ao topo seria injusto, porque quem nasce com menos recursos precisa frequentemente realizar um esforço muito maior do que quem parte de uma situação privilegiada.

Independentemente de concordâncias políticas ou econômicas, existe aqui uma percepção social que considero importante: o reconhecimento de que as consciências não começam a existência intrafísica nas mesmas condições.

Isso parece óbvio, mas não é. Há pessoas que transformam a própria vitória numa espécie de condenação dos que não conseguiram chegar ao mesmo lugar: “Eu consegui, então todos conseguem”. Aliás, este é um refrão dos gurus espiritualistas de prosperidade politicamente e consciencialmente incorretos.

Essa lógica ignora contexto, oportunidades, ambiente familiar, educação, acesso, violência, saúde, estrutura emocional, redes de apoio e dezenas de outras variáveis. ignora principalmente as reencarnações anteriores, os períodos intermissivos e todo passado multiexistencial e kármico da consciência.

Dentro do paradigma consciencial podemos acrescentar ainda muito mais: história multiexistencial, karma, tendências adquiridas, nível de maturidade, programação existencial, reencontros grupokármicos e circunstâncias evolutivas específicas. Duas consciências não começam exatamente do mesmo ponto.

DA PERIFERIA PARA UMA CARREIRA INTERNACIONAL

Anitta começou sua trajetória artística ligada ao funk e aos bailes da periferia carioca. Essa origem continuou presente mesmo depois de sua internacionalização. Ela já falou repetidamente sobre Honório Gurgel e sobre a influência da vivência suburbana na construção de sua identidade artística.

Eu posso não gostar de funk – e realmente não gosto, mas seria intelectual e consciencialmente desonesto transformar minha preferência musical numa régua moral. Gosto musical não é medida evolutiva.

Isso vale para funk, rock, música clássica, gospel, sertanejo, jazz, heavy metal ou qualquer outra forma artística. Podemos analisar letras, comportamentos, contextos, excessos e mensagens, naturalmente, mas seria simplório imaginar que ouvir determinada música torna alguém espiritualmente superior a quem ouve outra.

O que considero mais interessante em Anitta é outra coisa: depois de alcançar dinheiro e projeção internacional, ela não passou a apresentar sua origem popular como algo vergonhoso que deveria ser apagado. Ao contrário, continuou falando sobre periferia, desigualdade, oportunidades e grupos socialmente vulneráveis.

Em entrevista publicada em abril de 2026, declarou defender ideias destinadas a apoiar pessoas com mais dificuldades e menos oportunidades e citou explicitamente minorias. Na mesma entrevista relacionou essa visão à própria experiência de infância e às dificuldades econômicas enfrentadas antes da fama.

Podemos concordar ou discordar de propostas concretas. Isso faz parte de qualquer sociedade plural. O que me interessa aqui não é transformar este texto em discussão partidária, mas observar o princípio consciencial envolvido: depois de subir, a pessoa ainda consegue olhar para quem ficou embaixo? Há muitos espiritualistas que por serem intelectualizados ou parapsíquicos se acham mais evoluídos do que os outros, mas não possuem o discernimento de se reconhecerem diante do espelho consciencial. Essa pergunta vale para todos nós.

FAMA, DINHEIRO E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Dinheiro não é pecado e riqueza também não. Pobreza também não é virtude. Essas simplificações morais, geralmente impostas por religiões manipuladoras e moralistas e produziram estragos durante séculos. Do ponto de vista consciencial, dinheiro e poder são ferramentas e testes e/ou provas evolutivas. Assim também o são: inteligência, beleza, fama, sensualidade, conhecimento , etc. O valor evolutivo não está simplesmente em possuir ou não possuir alguma dessas coisas, mas no uso que a consciência faz delas. As vezes me aprece que quase todo nosso livre arbítrio é nas escolhas de caráter e fraternidade e muito pouco ou nada no restante.

Quanto maior a influência (entenda também: fama), maior é a indução psíquica coletiva, para o positivo ou o negativo. Uma pessoa com cem seguidores, relativamente respeitando o reducionismo didático, pode influenciar cem pessoas. Uma pessoa com milhões pode provocar comportamentos, debates, consumo, rejeições, modas, preconceitos ou mudanças culturais numa escala completamente diferente. São os movimentos de massas. Um famoso pode incentivar vícios legais – bets, por exemplo – ou comportamento ecológico.

Isso não significa que uma celebridade tenha obrigação de transformar-se em professora de moral ou militante permanente de qualquer causa. Significa apenas que suas ações possuem repercussões maiores. É uma questão de amplitude.

No paradigma consciencial poderíamos chamar isso de aumento da área de repercussão da manifestação consciencial. Eu tenho certeza que pessoas muito famosas tem esta oportunidade existencial – vida física – já pré-programada e reencarnam com um característica potente em seu duplo etérico que se chama CARISMA. Um criminoso pode ter carisma, um palhaço de circo, uma atriz, uma cantora, um líder político ou militar, etc. Este é um tema de minhas pesquisas de bastidores. Quanto maior o campo de influência, maior a possibilidade de assistência – e também de gerar efeitos negativos. Um pobre poder ser mau caráter, um rico pode ser mau caráter, um pobre pode ser nobre e digno e um rico também, no fim, são opções existenciais (conscienciais) onde opera o tal do livre arbítrio.

ANITTA E O CANDOMBLÉ

Outro aspecto que considero relevante é sua relação com a espiritualidade. A história religiosa de Anitta não começou recentemente como estratégia de marketing. Segundo relatos públicos da própria cantora, na infância ela frequentava igreja com a mãe e, paralelamente, convivia com referências das religiões afro-brasileiras através do pai. Mais tarde aprofundou sua relação com o candomblé.

Há aqui uma circunstância que merece ser observada com cuidado. Anitta relatou que durante algum tempo evitou tornar pública sua ligação com o candomblé porque temia prejuízos comerciais, perda de campanhas publicitárias e preconceito. Em 2026 voltou a falar abertamente desse período e do receio que sentia em assumir sua religião e perdeu muitos fãs e seguidores, mas foi escolha madura e consciente.

Isso diz muito mais sobre nossa sociedade do que sobre Anitta. Uma pessoa pode anunciar publicamente determinada religião majoritária e praticamente ninguém considera isso estranho. Quando alguém se declara ligado à umbanda ou ao candomblé, entretanto, ainda pode sofrer ataques, associações demonizantes e rejeição.

Isso é preconceito religioso, que é a mesma coisa que ignorância. Não preciso ser candomblecista para reconhecer isso. Aliás, não precisamos pertencer a religião alguma para defender o direito de alguém seguir sua própria religião.

Espiritualidade universalista, para mim, passa necessariamente por esse ponto. Se minha espiritualidade exige que eu odeie a espiritualidade do outro, alguma coisa está errada.

UMA ESPIRITUALIDADE QUE COMEÇOU A SE AMPLIAR

Nos últimos anos, Anitta também passou a relatar outras experiências de autoconhecimento. Além da prática no candomblé, aproximou-se de meditação e de outras propostas espirituais. Em 2025 falou publicamente sobre uma rotina envolvendo essas práticas e sobre uma busca mais ampla de equilíbrio e autoconhecimento.

Em outras declarações, afirmou que sua espiritualidade a ajuda a conhecer-se melhor, compreender os desafios da vida e internalizar ensinamentos em vez de simplesmente participar mecanicamente dos rituais religiosos.

Aqui minha atenção aumenta, porque religião e autoconhecimento são coisas diferentes. Uma pessoa pode frequentar uma religião durante cinquenta anos e continuar exatamente com os mesmos preconceitos, vaidades, ressentimentos, medos e comportamentos e talvez até ampliá-los por questões de grupo.

  • Pode rezar todos os dias e não se conhecer.
  • Meditar e continuar insuportavelmente egóica.
  • Realizar rituais sofisticados e permanecer emocionalmente primitiva.
  • Falar de amor universal e tratar mal quem vive dentro de sua própria casa.
  • Amar os de sua religião e odiar os de outras religiões.

Espiritualidade real exige transformação.

RECICLAGEM CONSCIENCIAL

Na linguagem consciencial utilizamos a ideia de reciclagem intraconsciencial, muitas vezes chamada simplesmente de reciclagem consciencial. É uma expressão complicada para uma coisa bastante simples de compreender: mudar por dentro. Não é trocar de roupa, religião, profissão, cidade ou parceiro. Essas mudanças podem acompanhar uma reciclagem, mas não são a reciclagem propriamente dita.

Reciclar-se significa perceber mecanismos internos e começar a modificá-los, por exemplo:

  • Reconhecer um preconceito e superá-lo.
  • Uma vaidade e reduzi-la.
  • Um comportamento destrutivo e interrompê-lo.
  • Perceber que determinada crença já não corresponde à própria experiência e ter coragem para revê-la.
  • Aceitar que estava errado.
  • Recomeçar.

A evolução consciencial provavelmente é constituída por incontáveis processos desse tipo ao longo de muitas existências. Quando observo algumas declarações recentes de Anitta, o que me chama a atenção não é simplesmente o fato de ela falar de candomblé, meditação ou espiritualidade. O mais interessante é a descrição de mudanças na forma de perceber a si mesma e a própria vida. Isso se aproxima muito mais da ideia de autopesquisa.

NÃO ESTOU “ESPIRITUALIZANDO” ANITTA

Aqui preciso reforçar um limite importante:

  • Não conheço Anitta pessoalmente.
  • Não tenho acesso à sua intimidade.
  • Não conheço seu nível evolutivo.
  • Não conheço sua programação existencial.
  • Não estou fazendo leitura parapsíquica da cantora.
  • Não a sigo em nenhuma rede social.

Muito menos afirmando conhecer vidas anteriores, karma pessoal ou qualquer espécie de missão espiritual específica. Tudo isso seria especulação irresponsável. Estou trabalhando exclusivamente com sua trajetória pública, entrevistas, comportamentos conhecidos e declarações feitas pela própria artista.

A partir desses dados, faço uma interpretação anímica e intelectual segundo o paradigma consciencial. É interpretação minha, não é diagnóstico espiritual. Essa distinção será necessária em todos os textos desta série. Esta reciclagem intraconsciencial dela, me fez mudar o olhar, respeitá-la e admirá-la, assim como outros artistas, atores e cantores que aos poucos irei comentar também. Vou continuar detestando funk!

A ESPIRITUALIDADE NÃO TORNA NINGUÉM PRONTO

Existe ainda outro erro muito comum no meio espiritualista: depois que descobrimos que uma pessoa famosa medita, frequenta terreiro, estuda budismo, pratica yoga ou fala sobre energia, imediatamente desejamos transformá-la numa espécie de guru. Não. Anitta continua sendo uma consciência humana como qualquer outra, com qualidades, limitações, contradições, acertos e erros.

Espiritualidade não fornece diploma de santidade. Aliás, quanto mais uma pessoa realmente começa a se observar, mais provavelmente percebe o tamanho do trabalho que ainda tem pela frente.

Eu mesmo, depois de décadas estudando espiritualidade, projeção astral, bioenergias, mediunidade, consciência e evolução, não me considero pronto para coisa alguma e as vezes ainda me decepciono comigo mesmo. Quanto mais estudo, maior fica o universo que ainda não compreendo. Essa humildade epistemológica faz falta.

O MÉRITO DE RECONHECER A PRÓPRIA ORIGEM

Há outro aspecto da trajetória de Anitta que considero consciencialmente positivo. Ela poderia ter enriquecido, internacionalizado sua carreira e produzido uma ruptura simbólica com sua origem. Poderia construir uma personagem completamente desvinculada de Honório Gurgel e da periferia. Não fez isso. Achei ela muito competente e autêntica.

Naturalmente existe marketing em qualquer carreira desse porte. Seria ingenuidade imaginar que uma estrutura artística multimilionária não administra imagem, narrativa e posicionamento. Mas marketing não invalida automaticamente todos os valores expressos por alguém. Precisamos abandonar esse raciocínio binário. Vejo muitos espiritualistas bem conhecidos fazendo propaganda massiva nas redes sociais também, e não há problema nenhum, eu mesmo ainda não fiz porque não pude.

Uma ação pode produzir vantagem de imagem e ainda assim gerar efeito social positivo. Uma empresa pode divulgar uma causa porque isso melhora sua reputação e simultaneamente financiar uma iniciativa útil. Uma celebridade pode ter interesses profissionais e ainda possuir preocupação social real. A consciência humana é complexa. Quase nunca somos constituídos de motivações puras e isoladas.

DINHEIRO NÃO APAGA A MEMÓRIA DA ESCASSEZ

Existe uma frase implícita na história de muitas pessoas que ascenderam socialmente: “agora que consegui, quero distância de tudo aquilo”. Outras fazem o movimento contrário, carregam consigo a memória da origem. Isso não significa romantizar pobreza. Pobreza não é bonita. Falta de oportunidade não é experiência evolutiva que devemos desejar às pessoas. Podemos aprender com qualquer circunstância, mas não precisamos transformar sofrimento evitável em virtude. Vamos evitar as lavagens cerebrais das religiões cristãs ricas em medo e culpa, que fazem um desserviço, baixando a autoestima dos fiéis ingênuos, para pedirem dinheiro e venderem o “caminho do céu”.

Do ponto de vista consciencial, assistência consiste justamente em reduzir sofrimento desnecessário, quando temos condições para isso. E existe uma diferença enorme entre ajudar alguém a crescer e cultivar dependência. Assistência lúcida procura ampliar autonomia.

O PONTO QUE MAIS ME INTERESSA EM ANITTA

Depois de pesquisar sua trajetória espiritual com mais cuidado, cheguei a uma conclusão que eu próprio não esperava quando comecei a observar o tema. O ponto mais interessante em Anitta não é sua religião, também não é sua música, é sua disposição pública para rever a própria forma de pensar.

Ela mudou posicionamentos, procurou aprender assuntos sobre os quais reconheceu saber pouco, assumiu uma religião que temia assumir publicamente e passou a falar mais diretamente sobre autoconhecimento. Isso não significa que todas as mudanças tenham sido corretas. Significa movimento, coragem, saída da zona de conforto. Consciência estacionada na inércia consciencial não evolui. Podemos caminhar para frente, para trás, para os lados, cometer erros, corrigir trajetórias e recomeçar. O problema maior talvez seja cristalizar-se. Rigidez consciencial é uma prisão.

UMA LEITURA CONSCIENCIAL DE ANITTA

A partir deste ponto estou fazendo explicitamente uma interpretação dentro do paradigma consciencial, e não relatando fatos científicos comprovados sobre a artista. Vejo na trajetória pública de Anitta elementos compatíveis com um processo de reciclagem. Uma consciência sai de um ambiente com recursos limitados, conquista enorme projeção material, entra em contato com culturas diferentes, passa por pressões intensas de fama, começa a rever prioridades, retoma elementos espirituais de sua própria história e busca ampliar seu entendimento sobre si mesma. Não precisamos transformá-la em modelo, basta reconhecer o processo. Aliás, talvez esse seja um dos exercícios mais úteis para nossa própria evolução: aprender a reconhecer mérito sem necessidade de idolatria.

  • Posso não gostar da música de Anitta.
  • Posso jamais colocar funk para tocar voluntariamente em minha casa.
  • Posso preferir passar uma tarde inteira ouvindo Pink Floyd, Yes, Genesis, Camel, blues ou música new age.

Nada disso me impede de olhar para Anitta e dizer: Nesse aspecto, considero que ela está fazendo alguma coisa interessante. Essa frase parece simples, mas contém uma pequena pedagogia evolutiva. Significa separar gosto pessoal de avaliação consciencial. Significa não exigir que o outro seja parecido conosco para que possamos reconhecer seus méritos.

A CONSCIÊNCIA É MAIOR DO QUE O PERSONAGEM

Celebridades criam personagens, nós também. O professor, o médico, o empresário, o espiritualista , o escritor cria o escritor, etc. Por trás deles continua existindo uma consciência tentando compreender a própria existência. Larissa existe por trás de Anitta. E provavelmente, como acontece com todos nós, existe uma distância entre a pessoa pública, a pessoa privada e aquilo que a própria consciência ainda está descobrindo sobre si mesma. Talvez a espiritualidade verdadeira comece justamente quando começamos a diminuir essa distância. Não quando parecemos espirituais. Quando começamos a nos conhecer. Se a busca espiritual de Anitta continuar produzindo autoconhecimento, redução de preconceitos, responsabilidade diante de sua influência, respeito à diversidade e preocupação com quem possui menos oportunidades, então, dentro do paradigma consciencial que adoto, existe aí uma reciclagem digna de ser observada. Não porque seja Anitta. Mas porque é uma consciência em movimento. E consciências em movimento sempre têm alguma coisa para nos ensinar.

Dalton Campos Roque
@consciencial
#consciencial
consciencial.org

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