O QUE SÃO ALMAS E AS ALMAS GÊMEAS

O QUE SÃO ALMAS E AS ALMAS GÊMEAS

Então quanto aos relativos e discutíveis conceitos: almas gêmeas, almas afins, almas companheiras, duplas evolutivas, etc, vamos elucubrar um pouco mais.

Estes conceitos falam em “almas”. Mas o que são “almas”? Já começa por aqui a confusão. Não há consenso ou concordância numa possível definição do que é uma “alma”. Para nós “alma” é um ser LIVRO DECLARACOES DE AMORencarnado, uma pessoa, alguém. Qualquer um é uma alma. Qualquer desencarnado (espírito) também é uma alma no sentido de Eu, Self ou Consciência.

Ela – a Alma – é (ou parece ser) um princípio etéreo, abstrato, meio indefinido que anima e dá vida a um corpo. Ela vai embora e o corpo morre sem vida. Se formos perguntar a cada religião, suas explicações irão devanear por atmosferas diferentes. Fizemos esta explanação apenas para demonstrar a fragilidade das expressões religiosas e/ou populares, que às vezes não resistem a um raso raciocínio. Mesmo as expressões na psicologia e no espiritualismo são subjetivas.

Mas, nossa proposta, que denominou o sentido popular “almas gêmeas” inocente e ingênuo, irá ser substituído pela expressão mais adequada que denominamos “dupla evolutiva”. Por outro lado, iremos utilizar as expressões “almas afins” e “almas companheiras”.

A desculpa egoísta de buscar a alma gêmea (dentro do sentido popular e romântico[1]) é a dissimulação de um ego, que exala uma autodesculpa de só se permitir se entregar, quando encontrar a “metade” igual, para não ter o trabalho de evoluir, não ter que melhorar nada em si para merecer um(a) companhia melhor e mais evoluída consciencialmente.

Desta forma a pessoa perde muitas oportunidades de encontrar a alma afim, limitando em muito a possibilidade de ser feliz. Esta desculpa comum é utilizada por muitos espiritualistas (esotéricos, místicos, “new ages”, espíritas, espiritualistas, etc), que possuem muito comodismo e pouca espiritualidade (nível consciencial).

Argumentando um refrão romântico e espiritualista, despejam suas teorias infundadas e conceitos inocentes no relacionamento, e se o parceiro não o engolir, não investe mais, vira as costas e parte para outra, a fim de tentar repetir o refrão em outro lugar. Quando não é a baixa autoestima que se deprecia no relacionamento é o extremo do orgulho que rejeita alguém que não aceita se o parceiro potencial não se enquadrar num perfil predefinido e fechado. Um pacote restrito, um estereótipo, um modelo social físico, de estilo e comportamento. Já no meio popular o sentido prático de “alma gêmea” será o de “alma tesão” ou o “gostoso(a)” que se sente atraído sexualmente de uma forma que obnubila o discernimento.

Paixão não é amor e muito menos “alma gêmea” ou mesmo alma afim. Paixão é relação kármica negativa (já que o karma pode ser positivo ou negativo – bom ou ruim[2]). Gera ímpetos incontidos, vontade de se separar – uma relação instável na iminência de “chutar o balde” das coisas. Gera sensação de uma falsa magia, anula os princípios, a ética e os escrúpulos, fazendo com que não se consiga raciocinar com clareza, e nem esboça lucidez e discernimento, e acaba ferindo a si e as pessoas. A paixão emburrece e apaga o discernimento de qualquer um, por mais racional, culto e estudado que seja.

Esta situação gera ansiedade, perda de sono, ideia fixa, uma verdadeira obsessão doentia. Os envolvidos sonham um com o outro, podem experimentar experiências fora do corpo (viagem astral) espontâneas conjuntas compulsivas (obsessivas). Podem ser compartilhadas várias experiências parapsíquicas, mediúnicas e sensitivas (clarividência, telepatia, clariaudiência, etc[3]) entre os envolvidos de forma incontida e irresistível. Estas experiências variam com o potencial parapsíquico e mediúnico de cada um, gerando lembranças de vidas passadas onde provavelmente já tiveram relacionamentos densos e seus devidos desencontros.

Na verdade não passa de uma prova kármica (almas kármicas – sentido negativo). A repetição da situação de uma vida passada volta para testar sua racionalidade e força de princípios.  Quem tem princípios sabe que a paixão não o domina. Quem tem princípios fracos ou não os possui, dá a desculpa que ninguém controla o coração. Na verdade este caso não é o coração, mas o umbigo – o descontrole dos chacras inferiores. As forças instintivas que vem dos chacras mais baixos. Como os chacras não são apenas centros energéticos, mas são centros de consciência[4], eles determinam o nível de consciência de cada um, conforme seu modo de viver.

De forma geral o problema humano é carência afetiva e sexual, baixa racionalidade, pouca inteligência emocional, falta de autoestima, carência intelectual, misturado com fortes provas kármicas [-][5], somado a pouca vontade de evoluir espiritualmente e se melhorar como consciência.

Há ainda os que se apaixonam e não possuem coragem de se declarar, e neste caso a pessoa apaixonada já pensa a velha bobagem inocente: “ele é minha alma gêmea”! Você é que deve analisar o caso para ver se se enquadra no que relatamos acima. Se enquadrar, provavelmente é prova kármica mesmo (paixão descontrolada).

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A alma gêmea de hoje é a pensão alimentícia de amanhã. – Wagner Borges

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Ninguém deseja desconsiderar as paixões de adolescente como naturais, em função de seus hormônios ou mesmo questões culturais e influências do ambiente. Quem é que não se apaixona nesta fase? Quantos amores cheios de vento e fogo já não tivemos? Quantos relacionamentos complicados, sofridos que não deram certo? Talvez esta época seja o momento correto de saborearmos as paixões passageiras a fim de amadurecermos para um futuro amor verdadeiro.

Não podemos esquecer também de amores verdadeiros que se encontram na adolescência, se unem e vivem uma vida inteira de felicidade. E devemos ainda lembrar que, seja na adolescência, na juventude ou mesmo mais velhos, qualquer relacionamento que se inicia sempre possui um tempero diferente. É a fase da euforia, da motivação, da curiosidade, da dúvida e dos ciúmes.

Serão estes casos de sucesso nos relacionamentos precoces frutos de programações existenciais[6]?

 

Cuidados a precaução do leitor

 

Quando se trata de mensurar qualquer adjetivo ao ser humano, estamos tratando com referenciais subjetivos e sem fronteiras ou limites fixos. Algo um pouco perigoso e fácil de errar. A generalização apesar de insuficiente é necessária. Quase me sinto como os pesquisadores da inteligência humana, que formatam testes padronizados, para tentar medir as inteligências dos outros como pacotes fechados, concluídos e definitivos. Vou tentar não incorrer neste erro. Não somos tolos e não temos esta pretensão.

Não se fixem demais na literalidade dos textos, gráficos, tabelas e esquemas – são aproximações – procurem o sobrevoo das ideias e tomem cuidado com as limitações naturais das palavras e da linguagem humana.

Por isto nos baseamos em ideias gerais, amplas e referências genéricas, sabendo que estamos sacrificando as exceções. É sempre bom lembrar que cada caso é um caso e o mais sábio é uma análise acurada do contexto de cada um. Não se detenha na literalidade do texto, viaje no sobrevoo das ideias.

Assim existem vários níveis de almas afins, ou seja, vários níveis de afinidades entre o casal, maior ou menor, pior ou melhor, bom de um lado e ruim no outro, e assim sucessivamente numa possibilidade infinita de combinações de exemplos práticos possíveis.

E as velhas almas gêmeas como se concebia, de fato não existem. Aliás, algo muito bom para se relatar, pois aumenta em muito suas chances de ser feliz e encontrar um parceiro legal. Se você é apenas metade de alguém, então só existe uma outra única metade, o que seria uma má notícia.

Se a alma gêmea existisse, teria que ser somente ela, e mais nenhuma serviria para fazer o par feliz. Imagine se ela não tivesse reencarnado e ainda estivesse na dimensão astral? Imagine se ela reencarnou no Japão e você no Brasil? Suas chances de encontrá-la seriam baixíssimas! Há não ser que você acredite em milagres ou no conto da carochinha! Sem falar que o que é possível pode não ser provável.

Portanto, não tente se incluir a força em qualquer destes conceitos, grupos ou tipos de casal e nem fique chateado se não se enquadrar no tipo de casal ideal que conceituamos neste livro, pois o que importa é ser feliz vivendo no bem! A chave é: autoconhecimento consciencial gradativo e contínuo.

 

Bases de análise

Fizemos diagnósticos, análises, críticas e hipotetizamos caminhos através de sugestões que podem ser ou não cabíveis para cada um. Mantenha ligado seu espírito crítico e o nível de discernimento consciencial para aceitar o que for conveniente e recusar o que achar necessário.

Nossas abordagens estão sendo baseadas em princípios conscienciais (espirituais) bem estudados: na reencarnação (multiexistencialidade – muitas vidas sucessivas), nos centros de consciência (chacras), na multidensidade (antiga multidimensionalidade), nas energias bioconscienciais (antiga bioenergia), na sensitividade (mediunidade), nas experiências fora do corpo (viagem astral) e nos princípios kármicos (lei dos semelhantes, ação e reação).

Mas no fim das contas o casal que tiver mais afinidades entre si será o melhor candidato a felicidade no relacionamento, embora afinidade só não seja o suficiente, pois há a questão dos egos, e estes sujeitos conscienciais abstratos e negativos podem sabotar os relacionamentos, seja por parte de um ou de ambos os lados.

Todo relacionamento está baseado na ponderação destes dois elementos: afinidade e concessão. Para ser feliz tem que haver afinidade, mas é preciso um determinado nível de concessão que não deixe o ego predominar e destruir o relacionamento.

Não entendeu o que é ego? São os defeitos. Quer exemplo? O ciúme. Ou também aquela intransigência de que tem que ser futebol e ela não pode ver a novela. Ou vice-versa. Que tal dividir e fazer as devidas concessões? A posse do controle remoto da única TV da casa pode destruir um relacionamento, uma família e até outros tipos de estruturas sociais.

As concessões são o respeito básico que qualquer grupo, seja de dois ou mais elementos, para conviver bem e com dignidade. Já vi um casal em que o controle remoto da TV sempre estava na mão da mesma pessoa que dizia: “Eu cheguei primeiro, o controle é meu”. E a outra que aceitasse. Já vi um grupo de dois casais que moravam juntos e o controle remoto em 100% das vezes era manipulado pela mesma pessoa que ignorava todos os demais em 100% do tempo. Não preciso dizer que o grupo se dissolveu.

Abraços de Paz, Amor e Luz,

O que você achou?

Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque – auto intitulado como “Tio Dalton” de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade.
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Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e “New Age’s”.
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Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática.
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É simples, irreverente, se denomina “caipira” e “sente muitas saudades de seu planeta”.
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O que mais aprecia é escrever, aprender, criar “coisas” novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. — -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.

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