CRISTAIS D’ÁGUA

CRISTAIS D’ÁGUA

Uma breve síntese de minha vida – Dalton

Ele alimentou os sonhos de outrora,
Ouvia a melodia das horas…
E torcia pelo tempo em cada momento.
E respirava soluçando trôpego,
Seu coração chorava as essências do amor não vivido.

Suas ânsias se tornariam pressa de viver,
E a fuga do “não-ser”…
Seu silêncio mirava nos cristais molhados,
Nas pedras polidas reflexivas.

Que inspirado e circunspecto se envolvia,
E as emoções sem nexo o visitavam,
E seu peito soluçava desconexo,
Onde o ser essencial se perde na própria mente…
E a lucidez se nubla turva e espessa.

Mas nas entranhas da alma surgia um vapor…
Uma transpiração de vontade eclodia,
Como flores coloridas que se abrem ao pôr do sol,
E uma gota de esperança transparecia…

O líquido essencial da vida,
Ora percolava para fora em sua aura,
Teus chacras antes nublados timidamente sorriam,
E uma nova esperança brilhava…

Não eram gotas vaporosas apenas,
Mas a festa de uma alma turva que expandia,
Que sentia a esperança de retorno,
Ao bálsamo da espiritualidade…

Pois o amor não se esgota…
Ele nubla, mas não gasta.
E as almas turvas brilharão um dia,
Como filhos pródigos da consciência eterna…

Mais uma poesia espiritual perdida num de meus muitos cadernos escrito a velha esferográfica que digitei agora 08/08/2018 – Dalton Campos Roque – www.consciencial.org

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Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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