PORQUE CERTOS ESPÍRITAS TÊM TANTA AVERSSÃO AO TERMO KARMA OU CARMA E PREFEREM A EXPRESSÃO CAUSA E EFEITO?

PORQUE CERTOS ESPÍRITAS TÊM TANTA AVERSSÃO AO TERMO KARMA OU CARMA E PREFEREM A EXPRESSÃO CAUSA E EFEITO?

Os Espíritas e o Espiritismo

Trecho do livro O KARMA E SUAS LEIS – páginas 335 a 341 – edição 2015.

Os Espíritas menos flexíveis têm avesso a tudo que não seja exclusivamente Kardec. Mas Herculano Pires, um dos mais ativos divulgadores do espiritismo no Brasil a aceitava tranquilamente dizendo que ela pode ser utilizada, porque expressa com mais facilidade, com uma única palavra, lei de causa e efeito, ou ação e reação. <http://www.espirito.org.br/portal/perguntas/p0343.html> 24/04/2012 –

Tabela comparativa entre “Ação e Reação” e “Causa e Efeito”.

 

Lei de ação e reação

Lei de causa e efeito

1. Natureza

Binária

Individual

2. Característica

Física / cartesiana

Moral / consciencial

3. Processo

Não complexa, ou seja, simples

Ultra complexa, ou seja, sofisticada

3. Previsibilidade

Determinista

Variável

4. Aplicabilidade

Partículas, corpos e objetos materiais

Relações intrapessoais, interpessoais, com outras espécies e com o ambiente

5. Temporalidade

Imediata

Variável, relativa

6. Dependência

Limitada, variáveis visíveis

Ilimitada, variáveis complexas, sutis e ocultas

7. Multidensidade

Nível energético 1 – tetradimensional, ou pela física contemporânea (2015) com 11 dimensões

Nível energético “n” – todos os níveis – multidimensional, ou seja, todas as dimensões

8. Conceito

Terceira lei de Newton, lei física e material

A cada um segundo suas obras – expressão de Ramatís – aplicação consciencial

9. Área de aplicação

Todo universo intrafísico, especialmente o planeta Terra

Todo universo intra e extrafísico, multiversos e outras multidensidades

10. Paradigma

Cartesiano Newtoniano

Paradigma Consciencial

11. Gatilho

Qualquer ação física e material

Qualquer pensamento, sentimento, ação ou energia ou algo ainda mais sutil e impercepitível

12. Perceptividade Espécies mais evoluídas a nível de DNA percebem

Apenas espécies mais sensíveis psiquicamente e paraperceptivas percebem

13. Peso ponderado Não possui atenuantes ou agravantes

Devem ser considerados sempre os atenuantes e os agravantes

14. Replicabilidade Pode ser replicado em laboratório

Não pode ser replicado nem dentro e nem fora de laboratório, cada caso é único, exclusivo e jamais será repetido ou idêntico

Explicando a tabela

  1. Natureza – a questão de ser binária é a condição de exigir duas entidades para um evento, ou seja, exige 2 partículas, ou corpos, pessoas, onde uma é a origem e a outra é o destino. A questão de ser individual é que é uma decisão exclusiva, ou seja, “eu, o sujeito” decido se vou gerar o carma ou não, positivo ou negativo, depende de uma única decisão, de uma única consciência.
  2. Característica – esta está mais fácil de entender pela própria definição, se é física é apenas da matéria, se é moral, então pode gerar carma, é da consciência.
  3. Processo – a lei de ação e reação é um processo simples, existem fórmulas e cálculos que aprendemos no segundo grau ou na faculdade de como resolver, no entanto, os processos da Lei de causa e efeito são cármicos e difíceis de prever e entender, muito menos de calcular, este livro é apenas uma insípida tentativa de rascunhar o processo do carma.
  4. Previsibilidade – a lei de ação e reação é totalmente previsível, um exemplo simples disso é o cálculo de um tiro de canhão que sabe-se exatamente onde vai atingir o alvo atrás do morro mesmo sem vê-lo, basta uma fórmula. Mas tentar prever um carma – lei de causa e efeito – é como tentar acertar na loteria, mera especulação.
  5. Aplicabilidade – foco onde podemos aplicar cada uma delas, na questão física e a outra na questão moral / consciencial.
  6. Temporalidade – a primeira tem um resultado imediato, dou o tiro acerto o alvo, faço o carinho, recebo o sorriso, etc, a segunda quase nunca o resultado é imediato e nem sempre vem de uma vez, pode ser parcelado, ampliado ou atenuado conforme seus atenuantes e agravantes.
  7. Dependência – a primeira depende de variáveis que podem ser observadas e contadas, a segunda é tão complexa que pode ser apenas vagamente imaginada com variáveis infinitas.
  8. Multidensidade – multidensidade é o nível de coesão energética dos agentes, dos corpos, dos eventos e das consciências que interagem entre si. No nível físico é chamado de multidensidade 1, no nível astral (extrafísico) é chamado de nível 2, no nível mental (extrafísico) de 3, etc. Estes são neologismos criados por nós, para substituir – já que não serve mais por motivo científico – o termo “multidimensionalidade” -, embora sejamos ainda obrigados a usá-lo para que os leitores compreendam com mais facilidade. Multidimensionalidade se refere a muitas dimensões, no entanto, multidensidade também, é um sinônimo que cremos ser mais adequado.
  9. Conceito – é apenas o nome, rótulo ou a origem do termo ou expressão usado como referência geral, seja técnico ou leigo.
  10. Área de aplicação – é onde cada uma das leis pode ser aplicada e observada.
  11. Paradigma – é o nome do paradigma (perspectiva social e científica) onde se encaixam.
  12. Gatilho – é o evento, força que faz disparar o processo.
  13. Perceptividade – é a capacidade de perceber, de notar.
  14. Peso ponderado – o peso aqui não tem nada a ver com a balança, mas com a intensidade, o valor do processo de cada uma das leis.
  15. Replicabilidade – é a capacidade, condição de replicar, de repetir ser possível ou não.

Sabemos que as palavras e expressões são importantes principalmente quando se deseja dar um status de ciência a algo ou se deseja ser bem didático e dissecar a ideia para ensinar. Não somos contra as palavras novas, pois estes neologismos podem ajudar a comunicar, a fazer síntese e a ensinar algo novo, se não for novo, pelo menos em nova perspectiva.

No entanto, somo contra o exagero, seja exagero em expressões coloquiais, exagero na vulgaridade, exagero no jargão técnico, exagero nos neologismos, exagero nas postura inflexíveis, etc. Melhor sermos ponderados e sabermos bailar nos quatro cantos do salão a qualquer ritmo da banda. Assim não cansamos o leitor e ainda podemos brindá-lo com boa informação e bom humor sem apelação.

O que desejamos dizer é que não importa a literalidade da expressão “lei de ação e reação” ou “lei de causa e efeito” se for para ensinar a quem está dando os primeiros passos. Nossa tabela serve como petisco do rigor intelectual informativo válido e útil a quem puder saboreá-lo.

Ação x reação / causa x consequência – segundo o Aurélio On-line

Retiramos os significados (tópicos numerados) que são fora de contexto e não influenciam qualquer situação, por isto o leitor irá reparar (a seguir) os saltos nas numerações, que por ética resolvemos manter. A numeração vazia foi necessária para revelar a quantia de itens originais.

Alertamos que se você for meticuloso e for observar no antigo dicionário Aurélio impresso irá ler muito mais conteúdo que o on-line, mas achamos mesmo suficiente citar apenas o dicionário on-line.

Significado de Ação
24/03/2015 <http://www.dicionariodoaurelio.com/acao>

1. Ato ou efeito de agir.
2. Tudo o que se faz.
3. Manifestação de uma força.
4. Operação de um agente.
5. Maneira de atuar.
6. Processo para desenvolver um projeto.
7. Capacidade para agir.
8. Movimento ou atividade para obter determinado resultado.
9. Influência ou efeito sobre algo ou alguém.
10. Alteração de estado nas partículas que estão num campo de alcance.
11. Alteração que uma substância provoca noutra.

***

Significado de Reação
24/03/2015 <http://www.dicionariodoaurelio.com/reacao>

1. Ação de um corpo sobre outro.
2. Manifestação das propriedades características de um corpo determi-nado pela ação de outro corpo.
3. Ação orgânica que se manifesta em virtude de uma ação estimulante ou de uma influência morbífica.
4. Ação ou movimento em sentido inverso a uma ação ou movimento an-terior e por este provocado.

***

Significado de Causa
24/03/2015 <http://www.dicionariodoaurelio.com/causa>

1. Agente eficaz que dá existência ao que não existia.
2. O que antecede um fenômeno.
3. Fato ou acontecimento.

 

***

Significado de Consequência
24/03/2015 <http://www.dicionariodoaurelio.com/consequencia>

1. Resultado natural, provável ou forçoso, de um fato.
2. Dedução tirada por meio de raciocínio de um princípio ou de um fato.
3. Conclusão dimanada das premissas.
4. em consequência de: por causa de.
5. por consequência: portanto; por isso.

Portanto, caro leitor, pelo próprio sentido atribuído as palavras e endossado pelo dicionário, não faz mesmo nenhuma mal ou diferença utilizarmos como metáfora seja o a expressão AÇÃO E REAÇÃO ou a expressão CAUSA E CONSEQUÊNCIA.

O que você achou?

Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. --- -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.---- "Desvio-me daquilo que não posso aperfeiçoar e me aproximo daquilo que posso. Se não tenho condições de curar meu corpo, tenho condições de curar minha mente e, assim, me libertar para tomar decisões sensatas. Eu escolho o que me preocupa. O pensamento pode ser dirigido tanto para o caos quanto para a quietude. Posso optar por não esboçar infinitamente as “causas” das minhas dificuldades e projetar, no futuro, as suas limitações e agonias. Se não posso evitar que certas pessoas me condenem, posso parar de analisar seus motivos e deixar de defender meus atos. Não importa de quais aspectos eu não goste ou tenha medo, posso interromper minhas desgastantes tentativas de torná-los perfeitos." Hugh Prather - A Arte da Serenidade

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