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Pronto para ouvir.
Uma coisa que me chamou a atenção e que admirei é o espírito aplicado e estudioso com que o autor administra seu Terreiro. Um dirigente lúcido e maduro de qualquer grupo, linha ou trabalho espiritual, deve exigir de seus colegas e parceiros a mesma dedicação.
Para ser franco e honesto não posso me declarar um entendido em Umbanda, mas de certa forma sou estudioso de todos os assuntos que transcendem o materialismo humano, e nestes, todas as formas sadias de espiritualismo. Respeito e admiro as obras de todas as linhas espirituais que defendem o bem, a paz e o amor e esta é uma delas.
Como bom umbandista e bom brasileiro, Sérgio escreveu o livro de forma simples e coloquial como a própria Umbanda. Escreveu de forma bem humorada, irreverente, com tom sereno, equilibrado e respeitoso, como o fazem os “Pretos Velhos”. O livro é um bate-papo gostoso com o leitor como conversa na mesa do bar ou no banco da praça, talvez até mesmo como se estivesse sentado nos bancos simples do terreiro.
Toda religião conta seus “milagres” e a Umbanda não é diferente. Claro, a religião ou opção consciencial de vida é apenas um meio, uma ferramenta, no fundo está o ser humano, a Consciência, o Espírito imortal. Sabemos que os “milagres” não são patrimônio das religiões ou das opções espirituais, mas da natural fisiologia espiritual humana (parafisiologia).
Dalton Campos Roque e Andréa Lúcia da Silva
Conheça a obra Advertências dos Exus e outras entidades com Zé Pelintra, Pai Velho, Mãe Divina, Pomba Gira, Iemanjá, Ramatís, Maria Quitéria.

