EU SOU A AUTOCURA ATRAVÉS DO AMOR I

EU SOU A AUTOCURA ATRAVÉS DO AMOR I

Sou o agente da minha própria redenção.
A autocura é senda iniciática de múltiplas esferas:
mental, emocional, bioenergética e somática.
Ninguém pode purificar meus chacras por mim.

Sou o zelador da minha aura, em constante transfiguração.
Sou força silenciosa que se irradia e restaura.
Minha cura íntima é bálsamo invisível que se expande,
emanando vibrações sutis que tocam a malha do mundo.

Sou a gota singular no oceano das consciências universais,
o ponto de luz que pulsa no tecido da Terra.
Em mim reside o dever sagrado de cuidar de mim e dos outros,
pela cosmoética que rege o destino dos seres.

Não repouso na omissão nem adormeço na normose coletiva.
Sou chama desperta no templo do tempo,
vigília viva contra a estagnação do espírito,
movimento lúcido rumo ao serviço evolutivo.

Cada dor que encaro com lucidez é portal de libertação.
Cada sombra iluminada por meu amor se dissolve em luz.
Sou o alquimista da minha história interna,
transmutando densidade em consciência desperta.

O amor que cultivo é minha medicina mais sagrada.
Ele flui das minhas entranhas e me reconstrói.
Amando-me com verdade, eu me restauro em silêncio,
e o mundo, por ressonância, também se suaviza.

Não fujo da dor — abraço-a com discernimento.
Ela é a iniciação oculta que forja minha essência.
Na travessia de minhas feridas,
planto sementes de sabedoria para outros caminhos.

A cada dia, revisito meu templo interior.
Limpo-o com presença, com intenção, com verdade.
A autocura é ritual contínuo de autoencontro,
é silêncio operante que corrige minhas distorções.

Minha consciência, ainda que mínima, é antena cósmica.
Capto, retransmito e harmonizo energias superiores.
Ao me curar, refino a frequência do planeta,
pois todo esforço sincero ecoa no todo.

Sou fractal da Fonte, aprendiz de mim mesmo.
Minha jornada é um chamado à autotransformação.
Curar-me é romper véus da ignorância íntima
e ofertar ao mundo o reflexo de um ser em expansão.

 


Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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