DEVANEIOS CONSCIENCIAIS

DEVANEIOS CONSCIENCIAIS

Que meus devaneios sejam mais lúcidos
E procurem as asas de Deus.

Que os perfumes dos sete céus me inebriem com a Presença…

Que a prata reluzente da lua cheia me inspire nas horas de solitude saudosa…
ao sentir aquela melancolia transcendental das saudades de “casa”.

Que os aromas da paz me transbordem de fraternidade,
e em cada respiração, onde eu encontro um suspiro,
e também encontro uma lágrima, eu me conforte com a humildade,
de aceitar minha própria insignificância perante a ordem do Cosmos
e as Leis da Consciência.

Que minha melancolia seja compensada com trabalho espiritual de nada exigir e tudo doar.
Que sempre seja o melhor de mim para todos.

Que eu e meus sentidos, respeitem todos elementos e seres da natureza.
Que seja amigo dos animais e dos homens para poder ser digno da amizade dos Anjos.

Que cada estrela me desperte mais uma inspiração, e eu possa discorrer nas letras os “pensamentos” de Deus.
Que eu possa percorrer as noites dos sonhos, navegando na serenidade da convicção que tudo é Ele, tudo é Ele…

Que antes de eu levar oferendas ao altar eu me reconcilie com meus inimigos e faça deles meus amigos, só assim, eu esteja em paz com minha própria alma.

Respiro esse hálito de prana da noite,
Sinto o cantar dos pássaros e a liberdade dos homens de consciência leve,
flutuando nas ondas do dharma, onde opero aprendendo…

Dalton Campos Roque, inspirado por uma imagem de um Luar de lembranças.
www.consciencial.org


Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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