PARAPSIQUISMO E AUTOTRIUNFALISMO O PERIGO DA ILUSÃO DE SUPERIORIDADE

PARAPSIQUISMO E AUTOTRIUNFALISMO: O PERIGO DA ILUSÃO DE SUPERIORIDADE

A maioria das pessoas, em algum nível, é carente e insegura. Todos nós possuímos aspectos do ser onde nos sentimos vulneráveis, e essa condição faz parte da jornada evolutiva. No entanto, quando se trata do desenvolvimento parapsíquico e do domínio bioenergético, essa insegurança pode se transformar em um perigoso autotriunfalismo – uma ilusão de superioridade que pode desviar a consciência de um caminho evolutivo autêntico.

O parapsiquismo e a construção de uma falsa segurança

O desenvolvimento das bioenergias e do parapsiquismo pode fortalecer a vontade, a autoconfiança e a estabilidade emocional, proporcionando ao indivíduo uma sensação legítima de poder interno. Isso é positivo quando utilizado com discernimento e humildade, pois pode auxiliar no esclarecimento e na assistência aos outros.

Porém, quando essa força energética se mistura com o ego e a arrogância, surge o fenômeno do autotriunfalismo, no qual a pessoa passa a se enxergar como mais forte, mais lúcida e mais poderosa do que realmente é.

Os perigos do autotriunfalismo

  • Desconexão com a realidade – o parapsíquico autotriunfalista tende a superestimar suas percepções e conclusões, acreditando que sua visão do mundo é absoluta e inquestionável. Ele pode se fechar para críticas e sugestões, perdendo oportunidades de aprendizado.
  • Falsa sensação de invulnerabilidade – ao dominar certas técnicas bioenergéticas, alguns acreditam que são imunes a influências negativas, obsessores ou autossabotagem. Na prática, isso os torna ainda mais vulneráveis, pois deixam de manter a autovigilância necessária.
  • Fascinação e egocentrismo – o indivíduo autotriunfalista pode começar a se ver como um ser especial, diferenciado ou escolhido, utilizando suas percepções energéticas como justificativa para um suposto status evolutivo superior.
  • Dificuldade em lidar com críticas e questionamentos – por se considerar mais evoluído, o parapsíquico autotriunfalista pode reagir de forma defensiva ou agressiva a qualquer tipo de discordância, evitando o debate saudável e a reflexão.
  • Sedução do poder e da manipulação – quem desenvolve uma habilidade parapsíquica genuína pode ser tentado a usá-la para controlar ou influenciar outras pessoas, seja consciente ou inconscientemente.

Como evitar a armadilha do autotriunfalismo?

  1. Praticar a autocrítica constante – questionar as próprias certezas e estar aberto a reformular opiniões à luz de novas experiências.
  2. Valorizar mais a ética do que os fenômenos – o parapsiquismo por si só não define evolução; o que realmente importa é como ele é utilizado para o bem-estar coletivo e a assistência.
  3. Manter a humildade – a consciência mais evoluída não é aquela que ostenta seus talentos, mas a que utiliza suas capacidades com discrição, modéstia e responsabilidade.
  4. Lembrar que o aprendizado nunca acaba – quem acredita que já sabe tudo ou que está em um patamar elevado estagnou sua própria evolução. O verdadeiro crescimento vem da curiosidade, do questionamento e da busca contínua por aprimoramento.

Conclusão

O parapsiquismo é uma ferramenta, não um fim em si mesmo. Ele pode ser um grande aliado na evolução consciencial quando bem direcionado, mas pode também se tornar um fator de retrocesso caso alimente o ego e o orgulho.

A verdadeira força consciencial não está na exibição de poderes parapsíquicos, mas na capacidade de usá-los com discernimento, responsabilidade e humildade.

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