SEMEANDO E COLHENDO

SEMEANDO E COLHENDO

Estamos mergulhados em um emaranhado de processos de energia, entre ações e reações bem ponderadas. Colhemos os frutos das semeaduras do passado enquanto semeamos a colheita do futuro. Sofremos reações de nossas ações do passado enquanto criamos novas ações que por sua vez se converterão em reações no futuro.

Todo gesto, ato ou evento tem seus lados positivo e negativo. Praticamente todos os eventos que causamos geram uma quantidade de karma negativo e uma de karma positivo, por mais simples que essas ações pareçam. Porém, só percebemos o que nos atinge, pois percebemos mais a dor que o prazer, e “nossa dor sempre dói mais que a dor dos outros”.

O karma é a lei que regulamenta e motiva a evolução das espécies, o relacionamento e a troca entre as diferentes espécies e até mesmo entre as espécies e seu meio ambiente. O karma é o sistema nervoso do universo [1]multidimensional. Ele é o responsável pelas reações diante dos estímulos dos que nele habitam. Se tratarmos mal o meio ambiente, colheremos os frutos (secas, enchentes e temporais, por exemplo). Se poluímos um rio, como esperar um pescado sadio?

A parte mais delicada do processo kármico é entre nós, humanos. Temos vários karmas negativos com diversas pessoas encarnadas e desencarnadas, e nesta vida viemos saldar o karma mais urgente – os outros karmas ficarão para depois. Façamos bom proveito.

 

O conhecimento e a responsabilidade

O conhecimento dos processos espirituais, conscienciais, bioenergéticos e projetivos é muito importante para se trabalhar o karma pessoal. O esclarecimento gera conhecimento, que gera responsabilidade. A responsabilidade gera mudança e autoanálise.

Quem não produz autoanálise jamais dinamizará o processo de quitação de seu karma, pois karma se quita com trabalho e não com sofrimento. O sofrimento é gerado pela consciência pesada, que não confia em si e tem medo de responsabilidade, optando por quitar o karma sofrendo (autopunição) e sabotando a si próprio em seu caminho evolutivo, pois quanto maior a autopunição, mais difícil será executar um bom trabalho para a quitação do próprio karma. A quitação do karma pessoal é um aprendizado e uma compensação consciencial.

O caminho é assumir o karma, aceitar, agradecer e trabalhar o máximo possível para quitá-lo. A responsabilidade de assumir o karma é um arrependimento, e este gera uma mudança imediata de atitude interna e externa, trazendo energias conscienciais renovadoras. Estas energias possuem frequências mais elevadas, sadias e positivas, dinamizando o trabalho e a vontade de quitar o karma com disposição e coragem.

Nada nem ninguém – ou somente orações, mentalizações e meditações – vão “queimar” seu karma, conforme li e ouvi de alguns espiritualistas pouco informados, mais místicos e menos práticos. Karma não se queima, se quita com trabalho produtivo de assistência a outros seres humanos. Este é um planeta de provas e expiações. Estamos imersos em um planeta de karma coletivo muito grande, e se começássemos a nos perdoar e nos ajudar, dinamizaríamos o processo planetário e a paz mundial.

Karma não é vingança de Deus. Deus não é vingativo, não pune nem perdoa. Deus na verdade é impessoal e não tem piedade e nem ódio. Ele criou as leis e elas nos regem. As leis são automáticas, então não espere plantar espinhos e colher morangos, ou semear trevas e colher luz. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. A semeadura é o livre-arbítrio da consciência e a colheita são as consequências kármicas adquiridas.

Para cada ação existe uma reação igual em sentido contrário[2]. Para mudar o karma é necessária uma reforma íntima, reciclagem intraconsciencial gerando energias conscienciais mais elevadas, pois esta elevação nos protege da ressonância negativa da energia de quem nos feriu. A partir do arrependimento, abrem-se novas perspectivas e oportunidades, e a primeira destas aberturas é a ajuda espiritual de seus amigos espirituais, invisíveis ou não.

Os seres das multidensidades extrafísicas positivas são nossos amigos espirituais e têm relacionamentos específicos com cada um de nós. Você, sabendo, querendo, entendendo o que está lendo ou não, tem os seus amigos espirituais. Para se sentir melhor você pode chamá-los de anjos da guarda, guias, protetores ou amigos espirituais. Nós pessoalmente preferimos amparadores.

[1] Nosso segundo livro Estudos Espiritualistas – Desvendando os Caminhos refaz uma proposta mais adequada a substituir o termo “MULTIDIMENSIONAL” por “MULTIDENSIONAL”. Manteremos por razões didáticas o termo anterior, mas sugerimos a leitura do livro citado para melhor adequação e aprofundamento de alguns conceitos.

[2] Sabemos que a 3ª Lei de Newton tem apenas foco cartesiano, ou seja, material, mas a utilizamos conscientemente como forma de analogia a fim de facilitar o entendimento do leitor.

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. --- -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.

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