RELAÇÃO PARAGENÉTICA X NEOSINAPSES

RELAÇÃO PARAGENÉTICA X NEOSINAPSES

Sinapse é a conexão entre dois neurônios da qual há mais de um tipo, segundo as formações que fazem o contato entre essas células, para que se propague o impulso nervoso de uma para outra. Há várias teorias de inteligências humanas onde bailam hipóteses e teorias sem consenso: inteligência emocional, inteligência espiritual, inteligência evolutiva, inteligências múltiplas, etc.

Nossa fisiologia é uma herança genética onde entra o sistema nervoso e seus neurônios. Em essência, todos nós possuímos os mesmos sistemas nervosos, a mesma medula espinhal e suas derivações, o mesmo cérebro e os mesmos neurônios em suas quantidades e qualidades potenciais. Até mesmo alguém considerado “burro” em qualquer contexto dentro das inteligências citadas, possui o mesmo potencial de alguém considerado “inteligente”.

O que diferencia alguém “inteligente” de alguém “não-inteligente”? O que atua na capacidade de percepção e discernimento de um indivíduo?

Alguns possuem clarividência aberta e fazem escolhas dogmáticas, outros possuem excelente grau de experiência fora do corpo e continuam com as percepções e o discernimento embotados, outros são intelectuais sarcásticos com alto nível de cultura e total intransigência. Por que isso acontece?

Costumamos admirar dons paranormais e fenômenos correlatos, mas a capacidade de percepção mais ampla é praticamente rara e difícil de se explicar. Não é uma questão meramente intelectual, cultural ou mentalsomática e creio que vai muito além disso.

O corpo é apenas o substrato denso de manifestação de nossa consciência. Nem nossos pensamentos somos nós ou nossa consciência. Nossa consciência está, grosso modo, escondida atrás dessa cascata incessante de pensamentos que nos assola 24 horas por dia.

Nossa consciência é o divino dentro de nós, embotado pelo externo, pelo quotidiano, pelo fútil e pelo vazio materialista do dia a dia. Nossas consciências são “iguais” em seu potencial, assim como nossos cérebros e sistemas nervosos.

Portanto, refaço a pergunta: o que diferencia nossas inteligências e capacidades de percepção?

As sinapses que temos são a ponta do iceberg, que no plano físico diferencia nossa fisiologia e nossa capacidade de percepção e interpretação dos fatos. Qualquer um poderá refazer a pergunta num outro contexto: por que as sinapses são diferentes nos indivíduos?

É justo aqui onde eu desejava chegar. A única coisa que explica isso é nossa paragenética. Esta já foi mais bem elucidada no livro “O Karma e suas Leis”. O corpo é apenas o veículo mais denso de manifestação de nossa consciência. Existem outros como o corpo astral, corpo mental, etc. Nossas experiências multimilenares (outras vidas) estão gravadas nestes veículos mais sutis.

Indivíduos com mais bagagem nesses veículos possuem, por assim dizer, mais dados e interpretações conscienciais que a maioria das pessoas, que ainda possui as inteligências embotadas. Como é que grandes nomes como Jesus, Buda e Krishna, após reencarnarem, trouxeram informações inatas, mesmo sem acesso à toda tecnologia que possuímos atualmente?

Essas informações ficam armazenadas nos corpos mais sutis e de “cima para baixo” vão caminhando até o corpo mais denso e se manifestam no corpo físico por meio do cérebro. Quando reencarnamos nosso sistema nervoso (neurônios) estão novos e limpos. À medida que a expressão e a vontade de nossos potenciais armazenados nos corpos sutis vão eclodindo, novas sinapses (neosinapses) vão se formando.

Essa bagagem armazenada nos corpos sutis é chamada de paragenética. A bagagem fisiológica nervosa herdada dos pais e antecedentes é a genética e as oportunidades e dificuldades do ambiente é a mesologia. Essas três bagagens se interagem em processo complexo, conforme o contexto kármico (karmas negativos x dharma) de cada consciência. No momento, desejamos destacar a paragenética x neosinapses e explicar as diferenças de contexto, entre seres que são iguais em potencial.

O meio ambiente (mesologia) pode atrapalhar ou estimular a criação de neosinapses, conforme o contexto kármico planejado para cada um. Traumas, isolamentos, falta de oportunidades culturais impedem a formação de neosinapses.

Alegria, bom humor, flexibilidade, convivência sadia, artes, música, cultura positiva diversificada, humildade sadia incentivam a criação de neosinapses. No entanto, mesmo uma pessoa com todos os estímulos sadios e oportunidades do mundo poderá se desenvolver bem pouco, se sua bagagem paragenética for incipiente. Outros podem vivenciar oportunidades mínimas e devido ao enorme potencial paragenético, podem compor e tocar uma sinfonia clássica com apenas cinco anos de idade.

Daí explica-se por que é relativamente comum vermos pessoas de graduação (nível superior), elevada capacidade intelectual, cultural, comunicativa e até paranormal (clarividência, mediunidade, projeção consciente, etc.) estarem agrilhoados a grupos dogmáticos ou fundamentalistas. E não pense que estamos falando apenas de grupos de religiosos, mas de espiritualistas, parapsíquicos e neocientíficos também. A linha que você frequenta ou o que você fala não representa seu nível evolutivo.

Apenas um rico conjunto de vivências multimilenares e multidimensionais (multidensionais), associadas a uma vontade vulcânica de se auto melhorar e acabar com próprio ego é capaz de nutrir e fazer descobrir informações conscienciais mais verdadeiras, amplas, profundas e coerentes com o Absoluto.

Mediunidade, clarividência, projeção consciente, intelectualidade, comunicabilidade, parapsiquismo, como talentos isolados não valem muita coisa e desenvolvem apenas neosinapses localizadas no sistema nervoso. Entenda a expressão “neosinapses localizadas” como um foco de novas sinapses em dado local do cérebro.

Acredito que a visão de conjunto consciencial em sentido mais amplo e profundo pode ser distorcida ao limitado conceito embutido em várias expressões grupokármicas: “visão de conjunto social”; “visão de conjunto espiritual”; “visão de conjunto religiosa”; “visão de conjunto conscienciológica”; “visão de conjunto científica”; “visão de conjunto neocientífica”; “visão de conjunto quântica”; e o que mais quiserem nominar.

A hipótese dos autores intrafísicos e espirituais (você leitor não precisa acreditar) é que essas vivências multidimensionais (multidensionais) e multimilenares propiciam o desenvolvimento de neosinapses- chaves espalhadas pelo sistema nervoso do indivíduo, propiciando visão de conjunto dos processos conscienciais. Os indivíduos que possuem o potencial de desenvolver essas neosinapses-chaves provavelmente são portadores de macrossoma[1], outra hipótese de trabalho.

A capacidade que ora descrevo é mais voltada à percepção consciencial ou visão de conjunto multidimensional (multidensional), multimilenar, intra e extrafísicas. A capacidade de compreender, desenvolver e questionar, que gera uma inquietude, quase uma saudável e justificada rebeldia no ser, naquele que ousa pensar, refletir, perquirir, questionar, criar e refutar tudo que sente que é incoerente e inadequado.

Esse tipo de consciência não se seduz por discurso corporativista ou sectário, não se submete a patrulhamentos ideológicos, cerceamentos conceituais, padronizações posturais, uniformização holopensênica, a ser “vaca de presépio”, “boi de piranha” ou massa de manobra, nem se satisfaz em apenas imitar (fazer, falar e escrever igual ao mestre, guru, epiconhomo imitatus). Cria suas próprias ideias, hipóteses e conceitos, que provocam grupos, mobilizam sociedades e cutucam egos.

Esses indivíduos não necessitam de complexas programações existenciais (dharmas avançados). São pensadores inquietos e criativos. Possuem boa dose de modéstia (humildade é capacidade de percepção). Não se submetem, cegamente, a gurus, professores ou epicons. Existem tarefeiros existenciais em dharmas avançados, com discernimento relativo e, às vezes, baixo. Ao mesmo tempo, existem tarefeiros existenciais em dharmas simples, com discernimento relativo elevado. Paradoxo evolutivo.

Embora inevitável que uma região do cérebro seja mais localizada de neosinapses, em face da especialização em determinado campo profissional, do lazer, do relacionamento ou do grupo evolutivo, o indivíduo deve desenvolver neosinapses-chaves, ou seja, além de especializar o intelecto em uma dada atividade, cabe ampliar, em paralelo, a visão de conjunto consciencial (considerando todo o conhecimento humano), a evitar que o desenvolvimento desproporcional e parcial na capacidade de discernimento e percepção não induza o indivíduo a se identificar com ideologias e comportamentos extremistas, impermeáveis a críticas construtivas, baseados em orgulho intelectual ou em crença de que os membros do grupo a que pertence o indivíduo são superiores, por algum motivo, aos demais integrantes da humanidade.

Pouca diferença há entre o vaidoso artista, o vaidoso militante político, o vaidoso cientista ou o vaidoso espiritualista – muda-se apenas o rótulo de um ser que não possui auto percepção, autoconhecimento ou autocrítica. Os grupos e pessoas mais recalcitrantes, ou seja, os que não possuem a mente e o coração abertos, não possuem equilíbrio no desenvolvimento das neosinapses-chaves e vivenciam posturas rígidas, inflexíveis, intransigentes, cheios de teorias e justificativas racionais de autoproteção e superioridade espiritual e/ou evolutiva.

Observando o planeta Terra de “cima”, no espaço e no tempo, encontraremos milhões de peculiaridades em seus povos e sociedades. De passagem, se olharmos para o Ocidente, veremos o materialismo e a ciência metódica; no Oriente, o espiritualismo abstrato e a devoção. Podemos também observar as tribos indígenas de canibais e o espiritualismo dos xamãs. Tudo enriquece a consciência humana e contribui para seu aperfeiçoamento.

No Brasil, quanto mais doentes existirem, mais os médicos ganham. Na China, quanto mais doentes, mais os médicos perdem. Cada médico chinês é responsável pela saúde de cerca de cem indivíduos.

Agora, confronte a poderosa metafísica hinduísta (a mais poderosa do mundo e da história), a psicologia budista (agora reconhecida e estudada pela ciência ocidental – Daniel Golemam[2]) com o materialismo e sentimento prático da ciência ocidental.

De dados, os computadores estão cheios. De palavras e expressões idiomáticas, os dicionários, também. É preciso saber associar as ideias com discernimento e coerência – isto, sim, gera neosinapses.

Entendo agora por que as ordens elevadas de Orientadores Evolutivos responsáveis pelo planeta Terra providenciaram a fusão dos conhecimentos do Oriente e do Ocidente, criando no astral a Fraternidade da Cruz e do Triângulo, cuja principal característica é o universalismo, que vem “descendo” para dissolver grupúsculos egóicos e dogmáticos, com suavidade e sem trauma, a fim de ampliar, de modo cosmoético, a percepção consciencial da humanidade.

A síntese Oriente-Ocidente no que ambas possuem de melhor, propiciará, lentamente, a criação de neosinapses-chaves nas populações que têm afinidade com o universalismo, por meio de várias gerações, nesta nova fase de regeneração do Planeta.

Embora Ramatís seja o nome mais conhecido desta Fraternidade no plano dos encarnados, nela se enfileiram grandes e até maiores consciências, trabalhando no silêncio do anonimato. Queira Deus que, como minipeças operosas, possamos colaborar nesse imenso trabalho e como gotas-minipeças ajudemos a embalar as ondas oceânicas planetárias.

 

[1] Corpo especial planejado em curso intermissivo, para sensitivo dinamizar seu parapsiquismo, para reencarnação de missão polikármica.

[2] A “Mente Meditativa”, Daniel Goleman, Ed. Ática, 1996.

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque – auto intitulado como “Tio Dalton” de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade.
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Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e “New Age’s”.
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Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática.
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É simples, irreverente, se denomina “caipira” e “sente muitas saudades de seu planeta”.
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O que mais aprecia é escrever, aprender, criar “coisas” novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. — -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.

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