VERDADE

VERDADE

Verdade[1]

Para mim, só a verdade.

Fira-me, me perfure, me ofenda!

Diga para mim a verdade!

A verdade que dói e penetra, qual o punhal.

 

A verdade do que sou e do que fui.

Meu corpo não esconde minh’alma.

Estou aqui mesmo, o que não queira ver

Sou aqui mesmo, o que não queira ser

 

Desnudo-me, “arregaço” meu peito.

Sou errado, estou errado, fui errado, pequei!

 

Oh, Deus! Imploro-te!

Permita que, na imensidão de meus erros, eu seja forte, justo e corajoso para assumi-los.

Eu choro, me console em Teu colo!

Dê-me vida, me dê luz! Ame-me!

Perdoe-me, por favor, perdão!

 

A mim a verdade, somente a verdade.

[1] Muito além do complexo debate sobre a “verdade” relativa e/ou absoluta, neste texto a verdade tem conotação mais como oposto de mentiras.

Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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