O SILÊNCIO É DAS ESTRELAS EU SOU SÓ UM CANTADOR - ÁURIO CORRÁ

SOFRIMENTO DO AMIGO ESPIRITUAL

Karma de amigo espiritual, divinal,

Em tempestades ou no sol radiante,
Tu és o farol, és meu guia imortal,
Contendo o mal, caminhante constante.

Tu me conheces bem, nunca desistes,
Paciência infinita, um dom divino,
Sempre presente, quando tudo persiste,
Companheiro de karma, riso e desatino.

Juntos, compartilhamos sorrisos e lágrimas,
Pois tens uma força e coragem ímpares,
Mesmo nas dificuldades, não há fadigas,
Alegria transborda em tuas dádivas singulares.

Um dia, em destino inverso, nos encontraremos,
Tu desces e eu subo, é o ciclo eterno,
Novamente, enfrentaremos karmas severos,
Renascendo em desafios, desse inferno.

A vida é uma pedra que atinge o coração,
Às vezes, seguimos na contramão da sorte,
Mas se agirmos com amor e compaixão,
Tudo se acalma, harmonia é nossa corte.

Nossos corpos são uniformes, puros,
A Terra é nossa sala de aprendizado,
Se fracassarmos, avisa-me, não obscuros,
Não quero ser o indesejado, o desacreditado.

Minha jornada findou, mas retorno à existência,
Não fui um bom aprendiz, preciso recomeçar,
Em um novo corpo, em nova experiência,
Despertando para desafios, a golpear.

Tio Dalton ao meu lado, amigo espiritual,
Juntos, escrevemos como um jornal vibrante,
Se a boa vontade desse medalha, divinal,
Seria condecorado, mas a incompetência adiante.

No fim, apenas restam as lágrimas, tristes,
E o aperto no coração, angústia sentida,
Curvamo-nos humildes, como peregrinos, aflitos,
Com as mãos juntas, em busca da redenção tão querida.

Desejamos Paz e Luz, a amigos e anônimos,
Que o bem seja nosso guia supremo,
Com amor, sincero e não mecânico ou robótico,
Navegamos longe de perigos, com nosso próprio leme.

Desejamos Luz e Paz, a amigos e anônimos,
Em um amor que nos preenche e nos une,
Encontramos a felicidade em caminhos simpáticos,
Evitando as armadilhas, o mal que nos perturbe.

Com palavras afinadas, vamos prosseguir,
Nesta jornada de evolução e luz a fluir,
Amigo espiritual, estrela brilhante no céu,
Teço versos de gratidão, um elo singelo.

Oh, como anseio por alcançar a perfeição,
Aprimorar-me em cada passo, em cada ação,
Tu me guias nas estradas da eternidade,
Compartilhando sabedoria, amor e bondade.

Em tempos sombrios, és minha centelha de esperança,
Iluminando os cantos mais obscuros da minha bonança,
Sempre presente, como o vento a sussurrar,
Palavras de conforto, não há desamparo a encarar.

Em momentos de alegria, tu ris comigo,
Celebras minhas vitórias, meu voo tão antigo,
E nas lágrimas que brotam, no ocaso da dor,
Enxugas com carinho, mostrando teu amor.

Neste ciclo incessante de nascimento e morte,
Nos encontraremos novamente, em outra sorte,
Trocaremos de papéis, de experiências e dores,
Um abraço cósmico, unindo almas, fulgores.

Enquanto atravessamos a sala de aula terrena,
Cuidado com as pedras, mantenha a mente serena,
Aprender, perdoar e respeitar, com amor sem fim,
Caminhamos juntos, em busca do melhor em mim.

No teatro da vida, enceno o papel que me cabe,
Com humildade, enfrento a jornada que se desdobra à frente,
E quando falhar, quando a queda me fustigar,
Lembrarei que é na adversidade que posso me superar.

Assim, ergo-me de novo, com coragem e fé,
Em um corpo novo, uma página em branco que se revê,
E ao lado de Tio Dalton, amigo espiritual,
Escrevemos nossa história, unidos pelo ideal.

Desejamos, a todos, paz e luz resplandecente,
Aos amigos conhecidos e aos anônimos, a toda gente,
Que o amor seja a bússola, a guiar nossos destinos,
E em harmonia, alcancemos o divino.

Sigamos, lado a lado, nesta jornada de ascensão,
Desviando dos perigos, buscando a transformação,
Que a nossa amizade espiritual seja um farol,
Guiando-nos na caminhada, a cada passo, a cada sol.

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Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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