SERÁ QUE QUEM GOSTA DE POESIA É CARETA

SERÁ QUE QUEM GOSTA DE POESIA É “CARETA”?

_Poesia é coisa de psicossoma!

_Poesia é careta!

_Poesia é coisa muito melosa!

_Poesia é coisa piegas!

É muito comum ouvirmos vários “gênios” improdutivos falando isto. No entanto, a poesia é algo inteligente, elevado, produtivo, saudável ao corpo, as energias, ao lado espiritual, a mente e algo mais.

A poesia desenvolve o corpo emocional e estimula o corpo mental, aliás, o corpo emocional é muito mais coligado aos processos parapsíquicos e aos fenômenos paraperceptivos do que se pensa.  Um equilíbrio dos corpos sutis, onde o “meio” ou coluna do “sistema” é o corpo emocional também chamado de perispírito, psicossoma ou corpo astral.

E afirmo, todos gostam de poesia, só não sabem disso!

Sim, todos sem exceção gostam de poesia, pois há poesia em tudo!

Música é poesia, filmes são poesia, romances são poesia, retórica é poesia, metáforas são poesia, os enfeites da mesa de centro de sua casa são poesia, os ornamentos da sala e do quarto são poesia, as imagens de arte e painéis são poesia, portanto, TODOS gostam de poesia, só não se deram conta disso!

A poesia faz parte da vida e não são apenas palavras ou textos, não é apenas retórica ou filosofia, poesia é alma, é essência, é a graça, a beleza e o ser, é a alma do mundo, é uma gota de Deus, é o extrato das estrelas,

As pessoas que apreciam poesia são integralmente mais inteligentes, mais perceptivos, mais parapserceptivos, possuem mais sinapses cerebrais, possuem maior potencial de autocura psíquica e física, e ainda talvez tenham as bioenergias mais soltas e fluidas, pois os corpos sutis – o holossoma – é mais equilibrado e dinâmico.

Desejo a você uma boa poesia!

Nota: 14 de março é o dia nacional da poesia.


Wagner Borges fala de poesia

OS POEMAS

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…

Mario Quintana – Esconderijos do Tempo


MOTIVO

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

Cecília Meirelles – Obra Poética


 

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Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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