Oi Jesus

OI JESUS!

Gostaria de ter o melhor dom da escrita, mas vou responder com o que tenho aprendido ao longo dos anos, e vou começar com uma pergunta: como pode alguém querer amar o outro sem amar a si mesmo? Parece óbvio né?

É aí que a porca torce o rabo (ops, desculpe), mas é que o amar a si mesmo se perdeu,… ou nunca foi achado. Triste não?

Muitas pessoas não sabem o que é amar a si mesmo. Isso não faz parte da educação emocional do ser humano.

Que teia é essa que o ser humano se envolve? Mentiras (a si mesmo principalmente), mágoa, ódio, vingança… Ah, essa teia gigantesca de longa data e que muitos se comprometem em desfazer, mas acabam repetindo as mesmas ações, colhendo assim os mesmos resultados. E aí, o amor, que fica esperando uma chance de mostrar a cara, se encolhe.
É Jesus, muitos imploram (pensando estar orando) pra ti uma vida melhor, um amor para a vida (não sabe que a pessoa mesma é o amor da vida), dinheiro, sucesso e resolução de todos os problemas.

Não que dinheiro seja ruim, não é isso, mas o dimdim é consequência de uma vida harmônica que se revela a partir da convergência do pensamento, palavra e ação. Assim como as outras coisas.
E essas pessoas querem falar de amor… como se pudesse comprar na padaria da esquina ou quem sabe no mercado.

Elas precisam entender que amar a si mesmo não é reclamar das situações, não é julgar, não é ser violento com palavras e ações. Como querer amar o outro se não consegue enxergar que o outro é extensão de si mesmo?
Ah, e os pensamentos!!

Esses são instáveis, turbulentos, cheios de “e se”. E esses pensamentos que atuam no campo energético deixando-o desequilibrado e bagunçado. Que amor por si mesmo é esse que não consegue se aquietar, e orar com o mais puro sentimento?

Seria tão bom se, ao invés de “orar” em tom de lamentação a pessoa abrisse o coração e pedisse (nesse caso pode né 😉) para melhorar os pensamentos, ser mais bondosa, mais paciente, despertar a amorosidade, compreender e respeitar o outro, cultivar os bons pensamentos, enfim pedisse aquilo que engrandece a alma… ah, como seria bom!
Olha Jesus, não desista não.

Seus amigos, os outros mestres, também estão ajudando. Você, Krishna, Sai Baba, Ramatís, Lao-Tse, Francisco de Assis, Buda, a Mãe Divina (viva as mulheres também😃), e outros, estão ó… juntinho com essa humanidade tão medíocre envolvida na pequenez do “eu quero”.
Se todos soubessem o quanto vocês ajudam a quem se ajuda, acho que a situação seria diferente.

Acho que não teria essa coisa de colocar a culpa no outro pelas suas próprias misérias. Se todos soubessem a importância de agradecer e orar, não com repetição de palavras, mas a oração que brota daquele pontinho escondido… a essência pura de cada um… ah se soubessem.
Bom Jesus, é isso… e assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade, já dizia Lulu Santos.
E eu estou tentando, falhando às vezes, mas já entendi que ninguém é responsável por qualquer coisa ruim que acontece comigo. Sou cocriadora. Não estou dizendo que estou livre das negatividades, mas não fico enchendo teu saco e dos outros mestres como pedinte espiritual.
Inté!

Oi Jesus – Andréa Lúcia da Silva – www.consciencial.org

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Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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