inimigo meu

INIMIGO MEU

Às vezes estou tranquilo, andando por aí, estou despretensioso e ele me espreita.

 

Quando estou em casa, mesmo quando penso estar só, mesmo que eu olhe para trás e não o veja, ele me espreita.

 

Acordo cedo e vou trabalhar tão feliz, mesmo cantando no caminho, acreditando estar só. Não é verdade, ele está lá.

 

Chego nos trabalhos espirituais radiante e encontro meus amigos mais íntimos, companheiros por afinidade, parceiros de evolução.

 

Ingenuamente acredito que todos são amigos, mas me engano. Menos um!

 

Ele me espreita,

Observa e vigia,

Não perde uma oportunidade,

Basta uma invigilância;

E olha quem se manifesta;

O meu pior inimigo:

 

Meu ego!

 

 

Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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