CULTO À HUMILDADE

CULTO À HUMILDADE

Oh, meu Deus!  Perdoe-me por meu ego!

Sei que o mais prejudicado por ele sou eu mesmo.

 

Quanto fel já não sorvi?

Em quantas brasas eu pisei?

 

Senti o fardo do peso infinito nas costas de um ego pesado.

Quão feios são o orgulho e a vaidade humana!

 

Hoje curvo- me diante do bem e da paz.

Ajoelho-me nos tapetes de amor,

Sinto a brisa da luz e ouço uma canção de acalento.

 

Deus em forma de dor corretiva e lucidez veio como bombeiro eficaz apagar as chamas do ego.

As brasas não brilham mais, mas ainda estão quentes e soltam fumaça.

 

Vejo-me desesperado em lágrimas, volto jogando água, espuma e neve na fogueira do ego.

Diga não ao ego personalista, prefira a humildade de coração, pois é ela que amplia a grandeza da alma.

 

 

Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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