PORQUE EXISTE O CARMA

PORQUE EXISTE O CARMA?

Suspeitamos que seja a lei evolutiva primeira e mais fundamental que rege a evolução de todos no universo. Ela serve como motivador e instrutor das raças e seres em sua jornada evolutiva. Não entendemos tudo sobre o karma, na verdade bem pouco, apenas uma pequena faixa ou escala. A lei fundamental se desdobra em infinitos tons e nuances para ser vivenciada, estudada e entendida.

Não sabemos como atua o karma nas multidensidades muito acima da nossa. Podemos apenas especular intelectualmente e nem por isso passamos perto de entender tais perspectivas. É sábio mantermos a modéstia do não-conhecer para não cairmos em complexo messiânico e nos expor ao ridículo de tal arrogância.

Supomos que tal Lei rege o “Sempre”, o Infinito, o Eterno… Supomos que nossa linha evolutiva tenha uma perspectiva kármica e outras linhas a tenham bem diferente. Supomos que mesmo nos planos mentais sutis e elevados o karma continua com as devidas readequações e contextos e não como o conhecemos por “aqui”. O foco do estudo kármico para o ser humano deve ser o de se libertar de “Maya”, ou seja, da roda das reencarnações e deixar os devaneios para futuros momentos mais propícios.

 

  1. De forma geral como supera-se o karma?

Esta resposta todos já sabem desde os mais rudes e ignorantes até os mais céticos, ateus e espiritualistas intelectualizados: aperfeiçoando a ética (consciencioética) e fazendo o bem. Não é um código intelectual, não é uma lista de mandamentos, não são preceitos dogmáticos, não é um conjunto filosófico ou doutrinário, é simples e factível. Todos possuem esta ciência (conhecimento) dentro de si e não o vivenciam porque não querem, não acreditam que irão lucrar mais libertando-se mais cedo. E muitos quando desencarnam se arrependem. Outros nem tanto, ignorantes e indolentes, permanecem na estagnação da má vontade leviana atrasando sua evolução e mantendo-se nas teias do sofrimento.

Muitos possuem o conhecimento teórico das leis do karma (basta ler esta obra), mas pouco ou nada aplicam, valorizam ou se transformam, pois descansam no berço esplêndido das desculpas, do conforto material e da preguiça mental e física. Outros adoram ler obras que falam sobre reforma íntima ou até Psicologia, mas permanecem no raso da autoanálise intelectual.

Transformar-se dói, cansa, trás conflito, dá trabalho, leva tempo, exige paciência, humildade, carinho e dedicação. Vê-se obrigado a perdoar tudo e a todos, às vezes abaixar a cabeça e às vezes ser enérgico a fim de sair de um ciclo vicioso, de influência negativas físicas e/ou extrafísicas, de orar toda hora, de fazer as devidas práticas e meditações e também frequentar seus grupos de apoio com assiduidade. Por isto as pessoas gostam tanto de mestres, salvadores, epicentros e ícones, a iniciar por sua insegurança evolutiva e depois por medo, preguiça e transferência de responsabilidade. Muitos querem ser salvos, mas não querem se salvar, pois esta opção dá muito trabalho e a primeira opção ainda preencheria suas carências afetivas e seu processo de vitimização.

 

  1. Porque “isto” acontece?

As perguntas das pessoas são muito específicas e nosso livro é genérico. Então é comum ouvir de quem não entende nada do assunto karma, e tem aquela impressão bem vulgar deste tema, perguntar algo assim: “Fulano perdeu o pai numa queda de avião. Porque isto acontece?” A resposta para isto nós não sabemos e também não para outras perguntas tão específicas assim. Cada caso é um caso.

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Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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