SAMSARA - O TRABALHO ESPIRITUAL DA MANHÃ

SAMSARA – O TRABALHO ESPIRITUAL DA MANHÃ

Bom dia.

Compartilho a música que atravessou o trabalho espiritual desta manhã, feito por mim e por Andréa, com a mesma disciplina serena de sempre. É o nosso ritual diário, simples e firme, sete por sete, o ano inteiro. Depois do café, sentamos na sala, acendemos a presença interior e no YouTube, escolhemos uma música suave, dessas que tocam o coração sem pedir licença. Hoje, porém, algo distinto aconteceu.

A melodia veio como se já me conhecesse, talvez o contrário, eu a conhecesse. Tocou um ponto antigo da alma, profundo, tão imediato que as lágrimas vieram antes de qualquer explicação. Levei as mãos postas à frente da boca, o corpo inteiro silenciou, bioenergias percolaram e se expandiram, e um estado modificado de consciência se abriu com naturalidade. Houve uma semincorporação delicada, quase um sussurro de outras camadas de mim mesmo, e então a psicofonia emergiu, clara, inevitável.

As imagens do vídeo tinham imperfeições reais, detalhes que denunciam autenticidade, não fabricação. Há algo de vivo ali, algo que ressoou com memórias que não ouso nomear. Seriam vidas passadas? Não sei. Não concluo. Apenas acolho. Às vezes o melhor entendimento é não apertar demais o nó.

Senti que deveria compartilhar. Quando algo toca o fundo da consciência, não é para ser guardado como segredo, é para servir de ponte. Assim, envio não apenas a música, mas o que ela despertou. Que cada um receba o que fizer sentido.

Aos amigos, colegas, vizinhos, parceiros, parentes e a todos que caminham conosco, enviamos, como fazemos todas as manhãs, nossas bênçãos silenciosas. Que alcancem quem precisar.

Paz, amor e luz,
Dalton e Andréa


Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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