DICIONÁRIO DE PORTUGUÊS - DISCERNIMENTÁRIO

DICIONÁRIO DE PORTUGUÊS – DISCERNIMENTÁRIO

Jargões em inglês mais comuns entre brasileiros que abandonaram o português e irão ser exportados como urânio empobrecido:

1. After party – Traduzindo: “Depois da festa”. Porque “Festa de arromba” não tem a mesma vibe, né?
2. Background – “Fundo”. Mas, claro, porque “contexto” é tão século passado…
3. Benchmark – “Padrão de comparação”. Ou, como diriam nossas avós, “coisa de medir quem é melhor que quem”.
4. Best seller – “Mais vendido”. Ou “livro que vendeu igual água porque tinha um vampiro bonito”.
5. Black Friday – “Sexta-feira Negra”. Aquela sexta-feira quando todos saem às compras como se não houvesse amanhã.
6. Brainstorming – “Tempestade cerebral”. Só que, na prática, é um monte de gente falando sem parar para ninguém ouvir.
7. Break – “Pausa”. Porque “parada pra um cafezinho” não é chique o suficiente.
8. Budget – “Orçamento”. Algo que você faz para descobrir que não pode pagar nada mesmo.
9. Business plan – “Plano de negócios”. Ou o famoso “vou tentar ficar rico e depois vejo no que dá”.
10. Call – “Chamada”. Mas é claro que ninguém diz “reunião chata”.
11. Checklist – “Lista de verificação”. Porque fazer uma lista de tarefas não tinha tanto glamour.
12. CEO – “Diretor executivo”. Ou “O chefe que ganha todo o dinheiro enquanto a gente faz todo o trabalho”.
13. Coach – “Treinador”. Ou o guru da “sabedoria” moderna que te ensina a correr atrás do que você já deveria saber.
14. Coffee break – “Pausa para o café”. Como se a gente precisasse de um termo estrangeiro pra parar e comer um pão de queijo.
15. Coworking – “Espaço de trabalho compartilhado”. Lugar onde freelancers e startups competem por uma tomada livre.
16. Deadline – “Prazo final”. Ou “última chance antes do chefe virar um monstro”.
17. Delivery – “Entrega”. Como se o bom e velho “motoboy” não desse conta do recado.
18. Designer – “Desenhista”. Só que agora com óculos descolados e MacBook.
19. Feedback – “Retorno”. Ou “aquela crítica disfarçada de ajuda”.
20. Freelancer – “Trabalhador autônomo”. Ou “aquele que não tem férias, décimo terceiro, nem seguro saúde”.
21. Follow-up – “Acompanhamento”. Também conhecido como “ligar para lembrar alguém de fazer o que deveria ter feito”.
22. Happy hour – “Hora feliz”. Ou a tentativa de tornar o álcool após o expediente mais aceitável.
23. Home office – “Escritório em casa”. Onde seu gato é seu novo colega de trabalho.
24. Inbox – “Caixa de entrada”. Aquela lista infinita de e-mails que você finge que não viu.
25. Insight – “Intuição”. Só que soa mais profundo e intelectual.
26. Job – “Trabalho”. Porque “trampo” é coisa de peão.
27. Know-how – “Saber fazer”. Ou “aquilo que você precisa, mas ninguém te ensina”.
28. Leadership – “Liderança”. Algo que todo chefe jura que tem, mas você nunca vê.
29. Layout – “Arranjo”. Só que com um mapa e muita reunião.
30. Like – “Gostei”. Como se uma curtida nas redes sociais fosse resolver a autoestima de alguém.
31. Meeting – “Reunião”. Só que com PowerPoint.
32. Mentoring – “Mentoria”. Ou a boa e velha tutoria, agora com nome importado.
33. Mindset – “Mentalidade”. Porque “jeito de pensar” não parece tão inspirador.
34. Networking – “Rede de contatos”. Ou “fazer amigos por interesse”.
35. Offline – “Desconectado”. Ou “dormindo, finalmente”.
36. Onboarding – “Integração”. Antigamente chamavam de “apresentar os novatos”.
37. Online – “Conectado”. Ou “preso à tela”.
38. Outsourcing – “Terceirização”. Quando alguém terceiriza a culpa para você.
39. Overtime – “Horas extras”. O jeito glamuroso de dizer “trabalhando além do que deveria”.
40. Performance – “Desempenho”. Basicamente, como você se sai enquanto o chefe te avalia.
41. Pitch – “Apresentação”. Só que agora com slide e tempo cronometrado.
42. Player – “Jogador”. Na verdade, quem sabe jogar bem no mercado.
43. Portfolio – “Portfólio”. O que antes chamávamos de “pasta com nossos trabalhos”.
44. PowerPoint – “Apresentação de slides”. O salvador das reuniões entediantes.
45. Report – “Relatório”. Mais conhecido como “documento chato que ninguém lê”.
46. Schedule – “Agenda”. Como se o velho caderninho não fosse suficiente.
47. Self-service – “Autoatendimento”. Ou “faça você mesmo, mas pague como se tivesse sido servido”.
48. Start-up – “Empresa iniciante”. Ou “um sonho de enriquecer com um aplicativo”.
49. Team building – “Fortalecimento de equipe”. Normalmente uma desculpa para jogar paintball ou subir em árvores.
50. Upgrade – “Melhoria”. Ou “fazer você comprar uma versão nova do que já tinha”.

 


Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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