DALTON, UM AUTOR INDEPENDENTE DE MIL UTILIDADES

DALTON, UM AUTOR INDEPENDENTE DE MIL UTILIDADES

Bastidores de uma vida dedicada à escrita, à tecnologia e à consciência

Sobre mim

Eu trabalho sete dias por semana, sete dias por semana, sem aquele descanso organizado que as pessoas recomendam nos livros, nas palestras e nas teorias bonitas sobre equilíbrio. Paro quando o corpo avisa que passou do limite, quando a mente começa a falhar, quando a energia baixa e a máquina humana, apesar de teimosa, pede silêncio.

Minha vida não cabe numa profissão só.

Sou escritor, editor, engenheiro por formação, pesquisador consciencial, produtor de conteúdo, administrador de sites, cuidador de sistemas, aprendiz permanente de tecnologia, eletrônica, comunicação e espiritualidade. Cuido de três sites, hospedagens, backups, configurações, proteções, otimizações, segurança e SEO. No Consciencial.org, há quase 3000 posts e mais de uma centena de páginas, e ali minha presença é ostensiva, porque aquele site não é apenas um endereço eletrônico. É um repositório de décadas de pensamento, pesquisa, vivência, estudo, erro, acerto e tentativa honesta de comunicar espiritualidade com mais discernimento.

Também monto, conserto e ajusto meus próprios computadores. Mexo em cabos, hardware, servidor, periféricos, configurações e soluções improvisadas quando a realidade exige. Há quem veja nisso dispersão. Eu vejo sobrevivência criativa. Quando se trabalha de forma independente, com poucos recursos e muitas frentes abertas, a pessoa aprende a fazer de tudo um pouco, e, com o tempo, esse “um pouco” vira muito.

Cuido de três canais no YouTube, cada um com sua lógica, sua identidade e seu público possível. Administro presença no Facebook, com perfil, fanpage e grupo de rock e espiritualidade. Mantenho contas e obras no Clube de Autores, na UICLAP e na Amazon. Tenho presença no Medium, no Pinterest, já estive no Stum, tenho LinkedIn perdido no limbo das recuperações impossíveis, e sigo tentando organizar um ecossistema autoral que cresceu mais pelo impulso da necessidade do que por planejamento elegante.

São quarenta e três obras espiritualistas, fora os outros gêneros.

Esse número, dito assim, parece apenas estatística. Para mim, cada livro é um trecho de vida condensado. Não são produtos saídos de uma linha de montagem. São camadas de experiência, estudo, intuição, vivência mediúnica, reflexão filosófica, noites em claro, revisões solitárias, decisões editoriais difíceis e muita insistência. Há textos que nascem como pesquisa. Outros vêm como desabafo lúcido. Alguns chegam quase como fogo, atravessando a mão antes que a razão consiga colocar ordem.

Muita gente fala em produtividade. Eu vivo outra coisa. Vivo uma espécie de combustão contínua. Trabalho por dez pessoas, mas produzo por cinquenta, porque não dependo apenas de volume. Dependo de originalidade autoral, de visão própria, de coerência interna e de uma inquietação que nunca se conformou com respostas prontas. Minha mente não desliga fácil. Estou sempre hiperfocado, cheio de ideias, conexões, projetos, ajustes, correções, imagens, livros, páginas, vídeos, títulos, capas, conceitos e mapas mentais.

Cheguei ao ponto de tirar o chip do celular. Não por desprezo às pessoas, mas por exaustão diante do ruído. Spam, golpes, chamadas inúteis, interrupções constantes, mensagens sem propósito, tudo isso invade o campo mental de quem já vive com excesso de tarefas e pensamentos. O mundo moderno exige disponibilidade permanente, mas a criação profunda exige recolhimento. Em algum momento, eu tive que escolher entre atender ao barulho ou proteger a obra.

Protegi a obra.

Minha vida tem muito de disciplina, mas também tem algo de destino assumido. Não destino no sentido passivo, como se uma força externa escrevesse tudo por mim, e sim como programação íntima, como eixo de sentido. Sempre houve em mim essa sensação de que eu precisava organizar, escrever, explicar, estruturar e deixar algum legado. Não para agradar a todos. Não para caber em religiões, escolas, doutrinas ou rótulos. Escrevo porque há uma responsabilidade interna que me cobra clareza.

E, no centro dessa caminhada, está Andréa.

São trinta anos de harmonia, afinidade, convivência, parceria e sustentação invisível. Se não fosse ela, eu não teria chegado até aqui. Essa frase não é gentileza conjugal. É constatação. Há pessoas que aparecem na vida como companhia. Outras funcionam como campo de sustentação. Andréa, para mim, é presença, equilíbrio, afeto, espelho e chão. Em uma existência tão cheia de excesso, trabalho e intensidade, ter alguém com quem se vive em afinidade real é uma bênção rara.

Quando olho para trás, vejo um caminho que muita gente talvez não entenda. Um homem que escreve livros, cuida de sites, administra canais, monta computadores, estuda espiritualidade, revisa textos, publica obras, resolve problemas técnicos, enfrenta golpes digitais, organiza páginas, cria capas, pensa em SEO, divulga conteúdo, mexe em servidor, responde mensagens, cria conceitos e ainda tenta manter alguma paz interior.

Parece loucura.

Talvez seja mesmo, vista de fora.

Mas, por dentro, há uma lógica.

Eu nunca quis apenas existir. Sempre quis construir algo que prestasse, algo que sobrevivesse ao meu cansaço, algo que pudesse ajudar alguém a pensar melhor, sentir melhor, discernir melhor e atravessar a vida com um pouco mais de consciência. O Consciencial.org, meus livros, vídeos, cursos, páginas e projetos são pedaços dessa tentativa.

Não sou uma marca fabricada. Sou um trabalhador da consciência tentando sustentar uma obra autoral num mundo barulhento, dispersivo e frequentemente superficial. Faço muita coisa sozinho porque precisei aprender. Produzo muito porque minha mente não aceita ficar parada. Insisto porque há algo em mim que ainda acredita na força da palavra lúcida, da espiritualidade sem fanatismo, da ética sem pose e da consciência sem maquiagem.

Essa é a minha vida.

Cansativa, intensa, imperfeita, original, solitária em muitos aspectos, mas profundamente acompanhada pela presença de Andréa e pela certeza íntima de que cada página, cada vídeo, cada ajuste, cada madrugada e cada esforço fazem parte de uma construção maior.

Eu não cheguei aqui por facilidade.

Cheguei porque continuei.


Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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