O QUE É ESPIRITUALISMO UNIVERSALISTA AFINAL?

O QUE É ESPIRITUALISMO UNIVERSALISTA AFINAL?

O QUE NÃO É

Talvez seja melhor começar dizendo o que NÃO É o ESPIRITUALISMO UNIVERSALISTA.

Não é religião, não é corrente de pensamento, não é filosofia, não é ciência (inclusive por questões de paradigma), não é doutrina, ou seja, não possui base em livros sagrados, corpo filosófico ou corpo doutrinário.

 

O QUE É

É um espírito de síntese inerente, uma perspicácia, uma visão de conjunto, um estado de consciência despreconceituoso, aberto, positivo, inteligente, sutil, com ampla capacidade de associação de ideias que pode e deve aprender com qualquer conhecimento consciencial, com qualquer opção evolutiva ou mesmo com qualquer filosofia, religião ou livro sagrado, mas sem depender deles ou de nada.

O ESPIRITUALISMO UNIVERSALISTA é extremamente baseado no discernimento consciencial do portador, em suas vivências pessoais íntimas, suas elucubrações teóricas intelectuais, em sua

Livro Estudos Espiritualistas

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autoconscientização bioenergética e extrafísica (autoconhecimento multidensional ) e correlatas expansões de consciência. Vê o ser humano como um complexo sinérgico bio-psico-sócio-consciencial.

Tem como base fundamental a multiexistencialidade (encarnações ou muitas vidas), o carma (positivo e/ou negativo e suas nuances), os veículos de manifestação da consciência (holossoma: corpo físico, astral, mental, etc e as bioenergias) e a evolução consciencial rumo ao infinito.

Observa-se, que uma “síntese universalista” pessoal não é mistura mística, colcha de retalhos, não é salada esotérica, não é apenas frequentar vários tipos de locais, várias linhas evolutivas, filosofias e/ou religiões, mas é algo mais profundo, mais amplo, mais complexo, mais consciencial, mais íntimo. É a possibilidade de trabalhar (autopesquisa), desenvolver, expandir a espiritualidade íntima (da alma) sem necessitar de se valer de religiões (mas podendo usá-las também), procurando a verdadeira, profunda e discreta reforma íntima (reciclagem intraconsciencial, reforma interior), se valendo das ferramentas conscienciais de cada linha evolutiva (suas técnicas, práticas, conhecimentos e sabedoria) adequando-se a seu contexto pessoal, psicológico, emocional, intelectual, ou seja, isso evita engolir pacotes prontos, tem-se a vantagem de ajustar o “conhecimento-sabedoria” a seu contexto pessoal para otimizar sua evolução consciencial.

Nesses casos o rendimento evolutivo é maior, pois os dogmas (velados ou francos) das linhas e grupos é evitado, as posturas e linguajares padronizados também são evitados, os modismos e cacoetes, vícios e crenças, holopensenes formatados são sadiamente evitados.

Mas essa condição de liberdade e ousadia consciencial, coragem consciencial, independência espiritual exige certo nível mínimo de cultura geral, de conhecimento, de autoconhecimento, mas principalmente de autoestima elevada e autoconfiança (discernimento consciencial). Uma minoria de pessoas está preparada para tal opção.

Tem como corolários o ecumenismo, o pluralismo, o holismo, o universalismo, a multidisciplinaridade, a transdisciplinaridade, a interdisciplinaridade e a cidadania planetária e cósmica.

Opõe-se a posturas de sectarismo, exclusivismo, fanatismo e maniqueísmo. Valoriza a liberdade de expressão, o discernimento e a dialética. Não sustenta detenção de posse da verdade relativa e/ou absoluta sob qualquer desculpa, justificativa ou alegação.

 

PRINCÍPIOS BÁSICOS

  • As religiões são criações do gênio humano e não imposições de Deus e dos espíritos;
  • As instituições e linhas evolutivas também são hierárquicas, políticas e humanas com seus vícios como qualquer empresa comercial;
  • Não existe corrente de pensamento, linha evolutiva, religião, filosofia, doutrina ou mesmo ciência  a monopolizar as verdades relativas de ponta ou absolutas;
  • Há infinitos caminhos diferentes para se atingir a evolução espiritual, dentro e fora de religiões, grupos, pacotes, doutrinas, sistemas metafísicos, psíquicos ou metapsíquicos ou quaisquer instituições afins;
  • Há possibilidades infinitas para se cumprir a programação existencial (dharma, missão de vida, projeto reencarnatório, etc) evolução espiritual, dentro e fora de quaisquer lugares, opções, instituições afins, seja ela avançada, intermediária ou básica;
  • Mais importa a conduta ética (e cosmoética, consciencioética), amorosa e fraterna do que a ideologia, cosmogonia, fé ou organização religiosa (ou congênere) escolhidas;
  • São contraproducentes e inócuas disputas por qual o melhor guru, líder espiritual, linha, teoria, religião, mestre, instituição da humanidade;
  • Todas as contribuições ao esclarecimento espiritual e consciencial são válidas e relevantes, merecem respeito e apreciação sem preconceito, devendo-se extrair de cada ideologia, corrente, opção evolutiva o que nela houver de proveitoso ao aprimoramento do indivíduo e da sociedade;
  • Que parapsiquismo, intelectualidade, comunicabilidade, mediunidade, projeção consciente, entre outros, são apenas ferramentas evolutivas (e podem inclusive serem mal utilizadas e evolutivamente contraproducentes), ou seja, não são o fim, são o meio utilizado, a ferramenta utilizada para evoluir espiritualmente (consciencialmente).

IDEIAS E SENTIMENTOS

Estas são ideias, conceitos, pensamentos e sentimentos que se aproximam e fundamentam o Espiritualismo Universalista.

  • Somos todos Um;
  • A evolução consciencial / espiritual é fisiológica, parafisiológica, orgânica e natural para todos os seres e reinos;
  • No universo só existe Consciência e energia, sendo que a Consciência é causa e a energia é consequência;
  • Pode-se ensinar e aprender com qualquer um, ninguém é tão “rico” que não possa receber ou tão “pobre” que não possa doar;

 

Frases retiradas de http://yogui.co/  e editadas por mim, mas o maior crédito é da autora, parabéns!

Buda não era Budista,
Jesus não era Cristão,
Krishna não era Vaishnava,
Maomé não era Islamita,
Eles eram professores que ensinavam AMOR. AMOR era a religião de cada UM.

  • A religião se impõe a terceiros, a espiritualidade é algo que se tem que buscar dentro de si;
  • A religião se apega a livros sagrados e a fundamentos fixos, a espiritualidade busca o que há de espiritual em qualquer livro, doutrina ou fundamentos;
  • A religião fala de pecado medo e culpa, a espiritualidade ajuda o autoaprendizado mesmo com os erros, mas sem culpas;
  • As religiões e doutrinas criam dogmas inquestionáveis ou falhos, a espiritualidade estimula a raciocinar a intuir e a transcender a tomar boas decisões a assumir a consequências de seus atos sem fugas ou justificativas;
  • As religiões são para os que necessitam de alguém para seguir e ouvir o que fazer;
  • A religião anestesia, a espiritualidade desperta e expande consciências;
  • Religiões há muitas, espiritualidade apenas uma;
  • As religiões são hierárquicas em função dos cargos, a espiritualidade é hierárquica em função do nível de consciência;
  • As religiões prendem e condicionam a mente, a espiritualidade liberta a mente, o coração e a consciência;
  • A religião promete um “paraíso” algures, a espiritualidade ensina a responsabilidade do buscador a merecê-la e conquistá-la dentro de si já;
  • A religião cerceia, proíbe e reprime, a espiritualidade liberta, expande e solta a consciência;
  • A religião inventa, a espiritualidade descobre e se autodescobre;
  • A religião separa, briga e disputa, a espiritualidade une em função das egrégoras;
  • A religião se alimente e controla pelo medo, a espiritualidade liberta pela confiança e autoestima;
  • A religião gera guerras, a espiritualidade gera paz;
  • A religião é ortodoxia e psicologia de massas, a espiritualidade é individual e foro íntimo;
  • A religião cria instituições, a espiritualidade as questiona;
  • A religião promove a adoração e a gurulatria, a espiritualidade auto responsabilidade evolutiva;
  • A religião quer que se renuncie ao mundo; a espiritualidade ajuda a viver em paz com ele;
  • A religião se estabelece em derredor de algum ser, guru ou santo, a espiritualidade se estabelece no próprio ser;
  • A religião alimenta o ego pessoal e grupal, a espiritualidade o transcende;
  • A religião força a entrar no pensamento, a espiritualidade esvazia a mente para atingir a consciência;
  • O religioso não é necessariamente espiritualizado, o espiritualizado não é necessariamente religioso;
  • A religião se ocupa de fazer,a espiritualidade de ser;

Fim da citação —

SOBRE O “UNIVERSALISMO CRÍSTICO”

Universalismo Crístico foi o termo criado pelo respeitável médium Roger Botini. Lendo a definição deste autor ele distingue o Universalismo Espiritualista do Universalismo Crístico. No entanto, ao ler o texto de Roger, a forma que ele define o Universalismo Crístico é extremamente próxima – ou igual – ao Universalismo Espiritualista – leia aqui.

E com todo respeito (porque gosto do Roger e o acho grande médium e autor), discordo dele quando cita que o Universalismo Espiritualista está mais atrelado ou próximo a religiões, afirmo justo o contrário.

No entanto, eu discordo da isenção do termo “Universalismo Crístico”, pois ela “ocidentaliza” demais o conceito esquecendo o oriente. Para esta devida justiça teríamos que criar sinônimos e explicar: Universalismo Dhámico, Universalismo Búdico, Universalismo Islâmico, etc. Então insisto, o melhor mesmo é UNIVERSALISMO ESPIRITUALISTA, embora eu respeite qualquer decisão e opção de qualquer pessoa.

 

SUGESTÃO DE LEITURA COMPLEMENTAR

O que é ser um espiritualista universalista

As faces do espiritualismo universalista

 

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Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo da New Age, o que considera uma viagem na maionese quântica e por ironia se declara ativista quântico.

COMMENTS (2)
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A Doutrina espírita já disse tudo isso,inclusive com as mesmas palavras.

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