ESTAMOS NA ERA DOS PURISMOS E CLUBISMOS ESPIRITUALISTAS

ESTAMOS NA ERA DOS PURISMOS E CLUBISMOS ESPIRITUALISTAS

Nunca vimos tantos radicais (fanáticos e fundamentalistas) nas linhas espiritualistas / espíritas / religiosas / metafísicas / esotéricas / exotéricas / iniciáticas / metapsíquicas / conscienciais / etc, como atualmente – 2017. Claro, há fanatismos discretos e elegantes, até intelectualizados, mas são a mesma coisa e revelam o mesmo preconceito exclusivista anti fraterno.

Está em moda uma busca por um purismo íntimo (vou dissertar mais sobre ele a frente) desmedido e sem discernimento, sem ponderação e equilíbrio. O vegetariano se torna fanático, o vegano também, o espírita, o crente, o parapsíquico, o que se “alimenta” apenas de luz, o esotérico, o “metido” a iniciado, o pesquisador teórico de um tema qualquer, o Iogue, o meditante, o projetor consciente, o médium, o ateu, o cético, comprovando para todos – de forma escancarada – o vazio existencial desesperado dessas massas impensantes. Antigamente esses radicalismos víamos nos bares, restaurantes e botecos, até em festas de família, quando nem existia internet no Brasil e as pessoas discutiam futebol, escalação de times e esportes em geral.

E nessa época (anos 70 e 80) eu sempre ironizava que todo brasileiro era “médico”, “farmacêutico”, “engenheiro civil” e técnico de futebol da seleção brasileira – todo mundo tinha uma receita para alguma doencinha, conhecia um certo remédio tal e na hora de fazer obra, todo mundo “sabe” ser pedreiro, ajudante e engenheiro. Hoje eu digo, que todos esses “mestres” se multiplicaram igual a formigas e estão no Youtube en$inando a todo$ e explorando essa massa ingênua e carente de espiritualidade e amor, que procuro tratar com tanto respeito e seriedade por aqui – vide os textos do site www.consciencial.org.

Estamos numa era de purismos espiritualistas e intelectualistas, de clubismos conscienciais elitistas, de complexo de mestres, de intransigência nas convicções íntimas, de arrogância nas posturas e opiniões, onde aparecem cada vez mais “donos” das “verdades” de toda espécie, gênero, número e grau.

Não quero entrar aqui em semântica, linguística ou filosofia, citando as diversas definições do que seja isso ou aquilo (tipos de purismos), já que em todo fanático cita sua (insana) justificativa cheia de “razão”, mas na melhor das hipóteses, para mim, o purismo e demais ortodoxias, são apenas falta de fraternidade (falta de amor) e medo de integrar (somar) mais alguns irmãos humildes em seu meio, religião, grupo, clube ou doutrina.

O fanático (é o obsessor) prefere focar nas diferenças e ignorar as semelhanças e a boa intenção. É justo o contrário do que fazem os mentores espirituais elevados, procuram focar nas semelhanças e ignorar as diferenças. Aliás, se o amparo espiritual deles dependesse de nossa retidão e equilíbrio, estaríamos sozinhos.

Há o PURISMO e há o clubismo consciencial, este último termo significa criar um clube (um grupo) de pessoas afins, de forma que se sintam superiores e mais importantes de alguma forma, qualquer que seja. O purismo pode ser também apenas pessoal, como aquele iogue radical que acha que “espiritualizados” não podem sequer beber um cafezinho. Imagine então se comer um peixe! Vai amargar no “inferno eterno” kkk.

Humor em imagens

Ter moral, ser correto e honesto é uma opção pessoal (livre arbítrio) e nenhuma doutrina ou purismo vai consertar ou melhorar isto por causa de alguns detalhes doutrinários, teóricos, interpretações diferentes e tal. Doutrina e religião não são estados / níveis de consciência. Para mim, isso é mera picuinha (egoísmo e vaidade) para montar clubismo consciencial do “meu grupo é melhor” e tem a “verdade doutrinária”, “de ponta”, “a melhor”, a mais “salva” (salvação) e outras patológicas imaginações do egoísmo humano.

De qualquer forma, ainda, por questão de comunicação e breve esclarecimento para a heterogeneidade de leitores que aqui entram, vou citar o que é “purismo”.

Purismo, termo derivado de puro, toma nuances diferentes e desdobradas conforme o ângulo e linha que o analisa, e vou tentar ser o mais breve e sintético que eu possa, acima do ponto que eu não sacrifique qualquer entendimento da exposição de minha ideia. Sim, tudo aqui é baseado apenas na opinião do autor (Dalton), sua perspectiva, experiência de vida, meus defeitos e minhas virtudes.


Purista

“Sujeito que se opõe às mudanças; que não aceita modificações de normas, padrões”…

(…)
“Na arte, o purismo foi um movimento que defendia uma pintura sem valores emocionais, racional e rigorosa. Sem subjetividade e qualidades decorativas.” (…) “O purismo também pode ser uma orientação teórica, que objetiva a compreensão de um fenômeno defendendo estritamente a pureza de uma tradição ou ortodoxia. Caracteriza-se pela rejeição sistemática de qualquer possibilidade ou proposta de alteração em uma doutrina ou ortodoxia.” (pesquisa feita em 11/10/2017 https://pt.wikipedia.org/wiki/Purismo).


Não existe “verdade espírita”, nem “verdade católica”, nem “verdade de ponta”, nem “verdade cética”, nem arautos da verdade, nem doutrina qualquer que “deténha a verdade”, seja com que nome, atenuação, agravamento ou alegação for. Os termos mudam, se sofisticam e a necessidade de obter maior importância religiosa, social e consciencial, são as mesmas há milênios. Já expliquei aqui o que é UNIVERSALISMO ESPIRITUALISTA, mas vou deixar de novo em ênfase como parte integrante do presente texto, se quiser ler, é só clicar no link anterior.

Melhor ainda, antes de prosseguir vou deixar os links correlatos a seguir:

O QUE É UNIVERSALISMO

AS FACES DO ESPIRITUALISMO UNIVERSALISTA

FRATERNIDADE E UNIVERSALISMO


Estamos numa época onde vários bolsões do umbral mais profundo, reencarnou (reencarnaram) para definir seu padrão vibratório fundamental, para que os mentores espirituais e os Maiorais Sidéreos decidam quem fica ou quem vai ser transmigrado para outro orbe. Também estamos numa era de redenção espiritual, onde vários espíritos que praticaram toda ordem de erros no passado, como na Inquisição Católica, por exemplo, estão aqui hoje, militando nas religiões, fazendo DESESPERADAMENTE o que podem, para re-acertar o caminho evolutivo – entre estes, eu sou um deles, que procuro um senso amigável de universalismo e integração sem preconceitos, também tentando o meu melhor. Talvez o meu caminho de redenção seja esse, esclarecer os pontos polêmicos e nevrálgicos que SEPARAM as pessoas, enquanto eu procuro uní-las.

Purismo religioso purismo crente

Esse purismo consciencial, é uma procura desesperada de encontrar uma ESPIRITUALIDADE REAL rapidamente (é até uma boa intenção), se valendo apenas de um ritual, uma fórmula, uma mania, um sistema, uma postura radical e incauta, que vai (deveria, mas não aproxima) aproximar o seu portador de Deus de forma mais rápida e eficiente. Entenda-se também que pode ser alegado como “evoluir mais rápido” também, mas é a mesma coisa. Tal comportamento, revela senão, o vazio existencial desesperado que se encontra a pessoa, que não consegue ouvir o próprio coração.

Em todos esses, vejo falta de fé genuína, falta de crer em Deus, de crer nos Amigos Espirituais, na Ordem Cósmica, falta de crer em si mesmo, na própria competência evolutiva e espiritual, que leva o indivíduo, as vezes médium experiente, projetor astral consciente regular, parapsíquico ostensivo e portadores de outras ferramentas mais, como perfeitos idiotas, – analogia – com um super carro, como uma Ferrari nas mãos, sem saber dirigir.

Assim hás Iogues, há os iniciados, etc, cada um com suas maravilhosas ferramentas evolutivas, mas perdidos numa sociedade patológica, fútil, superficial, clubista e purista, que apenas prioriza se sentir mais importante, se sentir melhor que o irmão ao lado e se atola nessas tolices tão insignificantes.

Estão mais preocupados em provar seu ponto de vista, em refutar o argumento do irmão ao lado, que conceder um auxílio fraterno da cooperação cordial que acolhe. Assim, estamos cheios de pessoas com rótulos, títulos, diplomas e certificados, como já disse, as vezes cheios de talentos conscienciais, parapsíquicos, mas agindo como perfeitos idiotas em suas vidas, desesperados por defender seu ponto de vista negando o AMOR de entrar nos próprios corações.

Mas quem é que está escrevendo tudo isso? Quem é você Dalton, para alegar tudo isso?

Eu sou alguém insignificante e desprezível (nada espiritualizado), ora bolas, ou acha que serei eu também, tão importante como você, a defender minha posição e apontar os dedos?

Você está separando as pessoas? Eu estou unindo-as! Cada um segundo suas obras. Dalton

O que você achou?

Sobre o(a) autor(a)

Dalton Campos Roque - auto intitulado como "Tio Dalton" de forma irreverente, sempre bem humorado e brincalhão. Formado em Engenharia Civil, pós-graduado em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia e em Educação em Valores Humanos. Manifestou eventos paranormais e mediúnicos desde o berço e foi criado neste meio, pois seu pai e dois irmãos também manifestavam fenômenos parapsíquicos ostensivos. Começou a aprender com o pai (que é médico e Parapsicólogo) Parapsicologia e Hipnose a partir dos 14 anos de idade. ----- Professor de Informática, espiritualista universalista, médium intuitivo, curioso e espontâneo em desconstruir falácias religiosas, espiritualistas e "New Age's". ----- Curte Rock Progressivo, Rock pesado, música New Age e músicas mais espirituais em geral, adora filmes de ficção científica e ação. Curte eletrônica, áudio, física e matemática. ----- É simples, irreverente, se denomina "caipira" e "sente muitas saudades de seu planeta". ----- O que mais aprecia é escrever, aprender, criar "coisas" novas e originais e organizar conhecimento com tendências mais científicas. Detesta o misticismo exacerbado New Age, o que considera uma desinformação. --- -Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.

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