LANÇAMENTO LIVRO - O ZEN, O TAO E O CHI

PREFÁCIO LIVRO O ZEN, O TAO E O CHI

Prefácio

Há três sopros em ti:
O que cala,
o que flui
e o que pulsa.

Quando eles se encontram,
nasce a presença.

E nela,
tudo desperta.


O sopro antes da palavra

Há livros que se leem com os olhos. Outros, com o coração. Este, talvez, você sinta primeiro com a pele, como quem percebe um vento leve que antecede a tempestade silenciosa de um despertar.

 

O Zen, o Tao e o Chi não são doutrinas. Tampouco verdades prontas. São conceitos, pistas. São caminhos ancestrais que, como fios de uma tapeçaria invisível, atravessam culturas, épocas e consciências. Eles não pertencem ao Oriente, ao Ocidente ou a qualquer direção geográfica. São bússolas internas. Respiram no fundo de cada alma que ousa escutar o que não faz barulho.

Este livro não pretende ensinar. Ele deseja recordar.

Cada página é um convite. Cada portal, uma frequência. Cada personagem, um espelho de quem você talvez seja ou venha a ser. Ao longo das próximas páginas, você encontrará três vozes em busca de si mesmas:

  • Um monge urbano, que tenta meditar entre buzinas e pensamentos barulhentos,
  • Um andarilho que segue sinais que não piscam, mas falam,
  • E uma curadora que percebe, na vibração dos corpos, as histórias da alma.

Eles não são guias, gurus ou exemplos. São gente. Gente como você. Gente que sente o mundo pulsar dentro do peito e pressente onde há mais, muito mais…, do que o visível.

Este livro caminha por três trilhas: o silêncio (Zen), o caminho ou fluxo (Tao) e a energia (Chi). Não com o rigor da técnica, mas com a ternura da intuição. Não há lições exatas, nem práticas obrigatórias. Há espaços, pausas, sopros e portais.

Alguns trechos soam como poesia, outros como crônicas, e há também momentos em que o texto vira brisa, e escapa à explicação.

É intencional.

A sabedoria que importa não se acumula. Se absorve. Se vive. E, principalmente, se experimenta.

Por isso, não leia com pressa e nem com expectativa.

Deixe que cada palavra escorra por seus dedos como água morna em manhãs silenciosas.

Talvez, ao virar a última página, você descubra que o livro inteiro dentro de você, fechado, e só agora você o abriu.

Talvez, como quem acorda de um sonho lúcido, você perceba que sempre foi o monge, o andarilho e a curadora (ou curador), apenas em momentos diferentes da sua jornada.

E quando isso acontecer, não diga nada.
Respire fundo.
E siga.


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Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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