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PREFÁCIO LIVRO AS ESTAÇÕES DA ALMA

Este livro nasceu de uma suspeita simples: a vida melhora quando a gente troca efeito especial por gesto certo. Por isso as histórias aqui caminham sem fogos, mas com faísca.

O que nos move não é a curiosidade por “outros planos” em 4K, e sim a responsabilidade de viver este plano com mais presença, humor e delicadeza.

As quatro estações são um mapa de clima interior. No outono, a cabeça aprende a soltar excesso, no inverno, o coração pede abrigo e método, no verão, a atenção acende sem espetáculo, e, na primavera, a gentileza vira prática de vizinhança.

Nada de doutrina fechada: são crônicas e contos de gente comum, com tropeço, custo, reparo e consequência.

Se há um fio que atravessa tudo, é a ética do mínimo suficiente: dormir um pouco melhor, pedir desculpa antes da vaidade, consertar a barra da calça, olhar as próprias mãos quando a lucidez visita, escrever três linhas num caderno, oferecer cadeira, água, silêncio.

É assim que a espiritualidade que interessa, aquela que melhora o caráter, encontra banco no nosso dia.

Não prometo fórmula. Prometo companhia: humor seco, ternura que não infantiliza e uma atenção teimosa ao que dá para fazer agora.

O céu existe, mas prefere trabalhar com quem varre o chão. Quando surgirem anjos, que apareçam como gente. Quando vierem milagres, que tenham formato de rotina bem cuidada.

Se ao fechar estas páginas você se pegar mais paciente com quem mora com você, mais justo no trabalho, mais honesto no pedido de perdão e mais disponível para um “sim” pequeno, a obra cumpriu o que devia.

O resto é floreio (bonito, mas dispensável). A estação da alma, afinal, não se lê: se pratica.

As Estações da Alma – Crônicas Espirituais em um Livro-Prática para 24 Horas de Lucidez – https://clubedeautores.com.br/livro/as-estacoes-da-alma
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Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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