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O DUPLO ETÉRICO E SUAS FUNÇÕES

PERGUNTA: Existe alguma diferença entre um homem comum e um médium, quanto à natureza e à função do seu duplo etérico?
Do livro: “Elucidações Do Além” Ramatís/Hercílio Maes – Editora do Conhecimento.

RAMATÍS: Os médiuns de “prova”, isto é, aqueles que se encarnam na Terra com a obrigação precípua de cumprirem o serviço mediúnico e especialmente os de fenômenos físicos que elaboram e consomem ectoplasma, já renascem com certo desvio na linha magnética vertical dos pólos positivo e negativo do seu perispírito. Por causa de uma intervenção deliberada que os técnicos siderais processam no seu perispírito antes deles encamarem-se, então a linha magnética perpendicular que desce do alto da cabeça, passa pelo umbigo e cruza entre os pés do homem para dividi-lo hipoteticamente em duas metades iguais, desvia-se mais à esquerda, em diagonal, atravessando assim a zona do baço.
O perispírito, com esse desvio magnético inclinado alguns graus à sua esquerda, cuja linha deveria cruzar-lhe os supercílios, e dali por diante passa sobre o olho esquerdo findando-lhe entre os pés, termina por também modelar no útero feminino um duplo etérico com esse mesmo desvio à esquerda do corpo físico. Desta forma e em obediência às linhas de forças que lhe forçam o desvio à esquerda do corpo físico, o duplo etérico se transforma na janela viva constantemente aberta para o mundo oculto e pondo o homem em contato mais íntimo com os fenômenos extraterrenos. Então, esse homem é um médium, ou seja, o indivíduo que pressente e ausculta a vida invisível mediante fenômenos incomuns.
Repetimos: o duplo etérico, durante o nascimento e o crescimento do homem com a prova da mediunidade, também se modela obedecendo à mesma inclinação da linha magnética do perispírito e assim fica algo deslocado à altura do baço físico e do chacra esplênico, facilitando o transe mediúnico de modo mais freqüente. O epiléptico também é criatura cujo duplo etérico afasta-se com freqüência do seu corpo físico; mas em vez de tratar-se de um fenômeno disciplinado pela intervenção da Técnica Sideral antes do espírito encamar-se, ele ocorre com violência e absoluta imprevisão do seu portador.
Linha AB, a perpendicular que passa entre os supercílios do homem e o divide em duas metades, passando entre os pés.
Linha “1” “2” (interrompida), a mesma perpendicular desviada à esquerda, sobre a altura do baço, o “abre” à mediunidade prematura, pois o perispírito e o duplo etérico ficam algo desviados à esquerda do corpo físico, como janelas vivas entreabertas para o Além.
Por isso, o transe mediúnico do médium de fenômenos físicos e o ataque do epiléptico apresentam certa semelhança entre si. A diferença, no entanto, é que o médium ingressa no transe de modo espontâneo e no momento oportuno, para o cumprimento do seu trabalho mediúnico determinado antecipadamente pelo “lado de cá”; o epiléptico, no entanto, é atirado ao solo, assim que o seu duplo etérico satura-se dos venenos expurgados pelo perispírito e afasta-se violentamente, para depois escoá-los no meio ambiente. Em certos casos, verifica-se que o epiléptico é também um médium de fenômenos físicos em potencial, pois a incessante saída do seu duplo etérico abandonando o corpo físico, termina por abrir-lhe uma brecha mediúnica, que depois o sensibiliza para a fenomenologia mediúnica.
No entanto, a dupla inclinação do perispírito e do duplo etérico, que faculta a mediunidade de efeitos físicos, a psicografia mecânica ou a incorporação completa, nada tem a ver com as faculdades espirituais inatas do homem superior, como o poder da Intuição Pura ou da Clarividência Espiritual, qualidades sublimes que dependem fundamentalmente da formação moral e do grau sidéreo da alma, em vez de uma simples intervenção técnica extemporânea.
Através dessa “frincha” etérica aberta para o Além por causa do desvio da linha perispiritual magnética, o médium é então o homem hipersensível em contato mais demorado com os fenômenos do mundo oculto. No entanto, isso também lhe é faca de dois gumes, pois caso falseie em seus costumes, devote-se às paixões violentas e cultive os vícios degradantes, arrisca-se ao fracasso espiritual na vida física, conforme já tem acontecido para muitos médiuns imprudentes.
Do livro: “Elucidações Do Além” Ramatís/Hercílio Maes – Editora do Conhecimento.
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Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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