SEDUÇÃO

SEDUÇÃO

Montanhas sinuosas
Vênus de mulher
Curvas tão gostosas
Uma sedução qualquer.

Um caminho bom
Doce sedução
Com suave som
Derrete o coração.

Corpo de mulher
Curvas violão
É o bem que o homem quer
A preço de trovão.

Lábios tão carnudos
Olhos sensuais
Desmancha quase tudo
Teu corpo quero mais.

Quero te abraçar
Parecermos quase um só
Me faça ofegar
De mim não tenha dó.

Vem suar comigo
Até rolar no chão
Te envolvo como amigo
Mentira, é só tesão.

Sentir seu corpo quente
Formas tão gostosas
Entranhas tão ardentes
E curvas sinuosas.

Amor e umidade
Só suando juntos
Prazer que é só verdade
Gemendo como mudos.

Vem me seduzir
Vem me fazer gozar
Depois quero sorrir
Em teus ouvidos sussurrar.

Adormecermos juntos
Perdermos o pudor
Acordamos juntos
É o verdadeiro amor!

Dalton – 17/07/2003, Curitiba.


Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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