Almas Gemeas Dalton e Andréa Consciencial (14)

AMOR EM VIAGEM ASTRAL

Meu amor,

Me dê suas mãos!

Venha volitar comigo fora do corpo!

Venha visitar as esferas mágicas das dimensões sutis.

Venha planar comigo correndo junto as doces brisas de amor que são os sopros dos anjos.

 

Vamos nos ejetar num voo vertical, tangenciando o orbe numa ascensão sideral.

Venha comigo namorar as estrelas na discrição da lua prateada.

Sentir o odor das poeiras cósmicas e absorver as energias puras do Absoluto.

Venha comigo brincar de pegar nos confins do universo,

Permeando os espaços vazios, porém repletos do amor de Deus.

 

Vamos apostar corrida com aquele cometa.

Nós pegaremos uma carona e nos sentaremos nele.

Venha também explorar comigo outro universo,

No microcosmos do ego, interior da consciência.

Vamos caminhar em silêncio ouvindo o som da grama crescer e

O mantra cósmico da expansão do universo.

 

Não precisa dizer nada, consigo sentir sua aura e além do mais, seus brilhantes olhos falam, enquanto seu corpo pratica a mímica do amor.

 

Tudo está bem, porém nossa felicidade não está completa.

Existe muito sofrimento no universo e na Terra, e toda vida continua em sua evolução.

Mas enquanto existir sofrimento, não estaremos apenas volitando e sorrindo na aura confortável de nosso amor.

 

Estaremos trabalhando, combatendo e servindo ao fluxo cósmico, inexorável e incontinente, que desejamos que seja a onda radical de nosso surf de viver, sonhar e servir, agora, sempre e eternamente.

 

Amor,

Venha volitar para dentro de meu coração e me permita me projetar no teu.

Não precisa dizer nada!

Seus pensamentos falam, enquanto nosso amor exala dentro ou fora do corpo.

 

Para sempre seu,

Dalton, Curitiba

 

 

 

 


Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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