QUANDO O ROCK EVOCA A ESPIRITUALIDADE

QUANDO O ROCK EVOCA A ESPIRITUALIDADE

Quando a guitarra chora,
em suas notas agudas ascende,
meu coração dispara,
e lágrimas deslizam suaves e frias.

Minha testa franze,
meus pés batem no ritmo,
imitando o baterista,
repleto de endorfinas e alegria.

Minha aura se expande,
meu campo energético se molda,
os pelos do corpo se eriçam,
tomando um banho de energias novas.

Entro em espontâneo estado vibracional,
sinto o Deva regente da região,
os elementais me olham curiosos,
mas também se sentem felizes, em comunhão.

Eles se aproximam devagar,
e sobem, integrando-se a mim,
estão no meu campo bioenergético,
me observam como gatos curiosos, enfim.

Se banham nas minhas energias,
expandindo minha aura e coração,
as lágrimas se intensificam e molham,
eu apenas aumento o volume, em devoção.

A guitarra geme, o baixo estremece,
o baterista faz uma virada rápida,
o ritmo se transforma e cresce,
o guitarrista pisa nos pedais,
distorcendo ainda mais a guitarra.

De novo aumento o volume,
olho para meu equalizador,
e vejo que o som está cristalino,
me sinto cheio de vida e amor.

E meu corpo se eriça de novo,
minha aura se expande, o amparador se aproxima,
aproveita e acopla comigo,
e o trabalho que já havia começado,
apenas continua, agora duplamente amparado.

Sinto gratidão e amor,
endorfinas e mais amor,
em um banho de luz e som,
envolto em pura vibração.

Dalton


Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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