SER FELIZ

SER FELIZ II

Cada dia é mais uma oportunidade de ser feliz.

Já que não podemos mudar o ambiente externo, podemos mudar o interno.

Ser feliz é possível, mas é preciso acreditar na felicidade e em seu poder pessoal de conquistá-la.

Não podemos exigir nada de ninguém, nem do patrão, do colega de trabalho, do sócio, de um parente, ou do governo.

O mundo é o que é, em estado primitivo de evolução. Como os humanos são rudes, devem procurar melhorar a si mesmos e alimentar gratidão e amor.

Sempre há alguém que sofre mais, e outros que são mais felizes. Temos nossos talentos e nossos defeitos, e os outros também.

O caminhar seria mais doce se aliviássemos nossos peitos com o perdão, a gratidão e a resignação espiritual, mesmo em atividade enérgica, positiva e pró-ativa.

Se você acredita que não pode ser feliz, pois perdeu alguém querido, seja por morte ou afastamento, perdeu bens e faliu, ninguém conseguirá convencê-lo do contrário.

O estado de apego causa sofrimento; o desapego causa felicidade, e a dor é proporcional ao egoísmo de cada um. A felicidade é uma decisão interna, uma atitude íntima, um estado de conexão com Deus.

O egoísmo é falta de compreensão e de discernimento, e deve ser vencido através do autoconhecimento, das auto-reflexões profundas e da meditação regular e contínua. Estas disciplinas sadias levam o indivíduo a estados mentais mais susceptíveis de captar as verdades cósmicas e a aplicá-las no meio social, trabalho e família.

A meditação é muito praticada pelos Budistas e pelos iogues, com um efeito rápido e notório, e equilibra o indivíduo dando-lhe uma visão mais serena da vida.

A grande maioria das pessoas da Terra são carregadas de medos, culpas e inseguranças, e venho me perguntando, por quê?

As pessoas que são felizes, baseadas numa estrutura material, se esta for retirada, a felicidade acaba, e isto não é felicidade, é apenas estado físico e não estado de consciência.

A felicidade é um estado de consciência que independe dos fatores sociais e externos. Quantos são felizes realmente?

Se você perguntar a alguém, o que o faria feliz, ele talvez respondesse: uma casa, um carro, um amor, um trabalho, etc.

Os valores estão invertidos, não é isto que causa a felicidade, esta sensação de felicidade é falsa, é efêmera, é material. O estado de ser feliz é interno e deste se consegue conquistar os demais.

Não há mal nenhum em se desejar estas coisas, mas os valores estão invertidos.

A prosperidade é sadia e abençoada e deve-se cultivar uma ambição positiva.

No entanto, a inversão de valores é tão grande, que se dermos estas duas opções às pessoas, elas escolherão a pior:

a) Ter muitas posses e bens, e ser infeliz;
b) Ou não ter quase nada, e ser feliz.

É capaz de que a maioria das pessoas escolha a primeira, acreditando instintivamente que ainda seria a melhor.

A falta de sensibilidade e de perspicácia espiritual leva as pessoas a buscarem os objetivos errados, e elas mesmas são responsáveis por seus sofrimentos. Cada qual com sua lucidez, cada qual com suas escolhas.

P.S.: Esse texto foi inspirado espiritualmente pelo mestre búlgaro Omraam Mikhael Aivanhov*.

– Nota:
* Omraam Mikael Aivanhov (1900-1986): Mestre espiritualista búlgaro, que morou a maior parte de sua vida na França, onde fundou a Fraternidade Branca Universal (não confundir com a Fraternidade Branca do Himalaia). É um dos mentores espirituais dos trabalhos do IPPB. Mais informações sobre o seu trabalho podem ser conseguidas em nosso site – www.ippb.org.br – Basta entrar na seção de busca por palavras do site e clicar o seu nome. Daí surgirão diversos textos dele postados em várias seções do site, e aí é só mergulhar em seus escritos e se fartar de ler textos excelentes e cheios de sabedoria espiritual e humana.

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Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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