PEAO INTERDIMENSIONAL

PEÃO INTERDIMENSIONAL

Já não peço mais para mim;

Nada mais eu quero ou preciso;

Descobri a espiritualidade;

Já não sou mais “eu”, nem uso mais o “meu”;

Eu pensava que era feliz, mas não era;

Depois descobri o amor desta menina: a espiritualidade.

 

Ela me seduziu para ir com ela;

Não olhei para trás e não pensei em nada;

Abri meus braços a ela e

Corri, corri…

 

Atirei-me em teus “seios” e ela, com os braços abertos muito maiores que o meu, me acolheu.

Cheguei a sentir um pouco de vaidade de me enamorar com uma “menina” tão bonita, mesmo com sentimento de bem que fluía de meu peito;

Mas olhei para o lado e descobri um amigo;

Olhei para o outro e vi mais mil amigos, e eles não paravam de sorrir para mim, e também abriram seus braços e diziam: “Bem vindo!”

 

Senti-me recebido por um número infinito de braços abertos de seres que já haviam se enamorado dessa “menina” bonita há muito mais tempo que eu.

 

Mas o sentimento era o mesmo, era um só.

Um sentimento de bem, de luz, paz e amor;

Encontrei neste seio muitos professores e mestres, muitos amigos e alunos, mas todos irmãos e filhos da mesma Grande Luz, todos enamorados da Espiritualidade Maior.

 

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Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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