O VAZIO DAS FORMAS

O VAZIO DAS FORMAS

Os homens amam as formas;

Formas curvas, formas retas;

Formas planas e angulares;

Abstratas ou concretas;

Sentimentos seculares.

 

Formas belas são amadas;

Formas “feias” repelidas;

As formas são bem lavradas;

Para assim serem vendidas.

 

Formas decoração;

Formas de um ambiente;

Formas de um salão;

Formas a gente não sente;

Formas de um corpo bom;

Amor vazio de som.

 

Os homens amam as formas;

Tanto quanto as desconhecem;

Não respeitam as normas;

Curvas vazias se esmorecem.

 

Os homens amam as formas;

E cultuam o vazio;

Fogem todas as horas;

Como fogem do frio.

 

Forma bela, vazia e oca;

Sem sentimentos e sem coração;

Corpo bonito de moça;

Vazio na contramão.

 

Os homens preferem as formas;

Que sua felicidade;

Os homens amam as formas;

Em prol de sua vaidade.

 

Quantas vidas sem consciência;

Já não é a primeira vez;

Vivendo sem consistência;

Vida de insensatez.

 

É hora de conteúdo;

Conteúdo de vida e amor;

Jogue fora às formas com tudo;

Essência dediquemos a ti louvor.

 

É hora de aprender;

Mesmo tarde está na hora;

Não dá mais para correr;

É vida no fim da corda.

 

Escolha, não espere mais;

Que o karma vem aí;

Seja bom amigo rapaz;

Não tem mais por onde fugir.

 

Evite o vazio das formas;

Procure alma e concentração;

Mesmo que seja preciso;

Viver sempre na contramão.

 

Evite o medíocre e fútil;

Procure sempre o amor;

Mesmo que não acredites;

Evitarás imensa dor.

 

Amor sim e forma não;

Verdade sim e forma não;

Sentimento sim, forma não;

Pureza sim, forma não;

Chega de vazio! Chega de mediocridades!

De futilidades e diversão banal!

 

É hora de louvar a vida e de evitar o mal;

 


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O VAZIO DAS FORMAS
Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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