O CAIR DA CHUVA

O CAIR DA CHUVA

Quero ter alguém do lado…

Alguém que possa caminhar comigo,

Alguém que me dê às mãos e o compartilhar da vida.

Alguém que possa envelhecer ombro a ombro e juntos olhar a chuva cair pela janela.

 

Ouvir as gotas explodirem no chão e criar as corredeiras e poças.

Alguém que se fortaleça ao fortalecer meu coração.

 

Que juntos estejamos além das rugas e sorrisos.

Os cabelos brancos e o companheirismo.

E que nossos atritos sejam efêmeros e edifique nossos corações na paciência e no perdão.

 

Velho seja o corpo perecível e elevado seja o amor absoluto destes filhos de Deus tão limitados.

 

Que estas almas, simples almas, não sejam apenas “gêmeas”, mas amigas, companheiras, eróticas e cúmplices no duro ascender do caminho consciencial.

Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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