mal e bem - mau e bom

NENHUM É TÃO MAL, NENHUM É TÃO BOM

Nenhuma terra é tão fria, quanto a frieza dos corações que nela habitam.

Nenhum relacionamento é tão distante, quanto a distância das pessoas que têm medo do afeto.

 

Nenhum conviver é tão duro, quanto a dureza das almas egoístas que possuem medo da convivência.

Nenhum lugar é tão feio, quanto a feiúra da arrogância e do orgulho, mesmo habitando uma cidade bela.

 

Nenhum silêncio é tão desagradável, quanto a falta de diálogo nas famílias e empresas.

Nenhuma dor é mais doída do que aquele que a sente, seja em que grau e situação for.

 

Nenhuma solidão é mais só, que conviver no meio da multidão sem ter alguém para lhe ouvir.

Nenhuma expectativa é tão ruim, quanto a certeza de jamais possuir perspectiva de ter uma vida digna e sem humilhação.

 

Nenhuma frustração é pior que a de possuir dinheiro e não poder comprar a felicidade.

Nenhuma inveja é pior que desejar a competência e os méritos dos outros por não possuir confiança em si.

 

Nenhuma felicidade é melhor que a de poder realizar a felicidade de outros.

Nenhum prazer é melhor que o êxtase do coração, da expansão da consciência e da consciência tranquila.

 

Nenhuma paz é melhor que a paz íntima advinda da harmonia dos próprios pensamentos.

Nenhuma liberdade é melhor que a liberdade de expressão e de pensamento.

 

Nenhum valor é mais digno que o perdão, o arrependimento, a humildade e a vontade de aprender e melhorar em todos os sentidos.

Curitiba, 2005.

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bom | mal
Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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