DORES DE UM MÉDIUM LÚCIDO

DORES DE UM MÉDIUM LÚCIDO

Quando escrevo, acesso o que há de melhor em mim.

Consigo vislumbrar de longe o “anjo” escondido em minha alma.

Consigo sentir a poesia consciencial, consigo “ouvir” os mestres e mentores.

Quando acaba, volto a meu medíocre estado de ignorância, o casca grossa que luta com vergonha e medo da própria arrogância e estupidez.

O passado delituoso reverbera nítido em minha aura.

Renascemos em “berço esplêndido” do esquecimento que eu denomino de “santa ignorância” temporária, onde uma ilusão gostosa e falsa nos achamos bons ou até evoluídos.

Mas o passado é presente nos carmas duros de nossas almas e o teste do dharma nos aperta como morsas de oficina.

Sorrimos por fora e gememos por dentro e entre erros e acertos, fazemos o que é possível.

Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato,

Dalton

Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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