Quando escrevo, acesso o que há de melhor em mim.
Consigo vislumbrar de longe o “anjo” escondido em minha alma.
Consigo sentir a poesia consciencial, consigo “ouvir” os mestres e mentores.
Quando acaba, volto a meu medíocre estado de ignorância, o casca grossa que luta com vergonha e medo da própria arrogância e estupidez.
O passado delituoso reverbera nítido em minha aura.
Renascemos em “berço esplêndido” do esquecimento que eu denomino de “santa ignorância” temporária, onde uma ilusão gostosa e falsa nos achamos bons ou até evoluídos.
Mas o passado é presente nos carmas duros de nossas almas e o teste do dharma nos aperta como morsas de oficina.
Sorrimos por fora e gememos por dentro e entre erros e acertos, fazemos o que é possível.
Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato,
Dalton

