DONA DOR

DONA DOR

Sou a fina flor sutil da solidão das lágrimas

Sou o eco do silêncio que percola invisível

Sou a escuridão que visita as almas desoladas

 

Sou a amargura incompreensível que parece injustiça da natureza

Sou o NÃO às COSTAS do mundo no decorrer da eternidade das horas lentas

 

Sou o espinho dos cactos no deserto da colheita inexorável

Sou o AQUI e o AGORA que parece que impede o devir

Sou o vazio do desespero nas sombras de si mesmo

Sou o presente que parece infinito cheio de dor

Sou a Lei imperativa que sabe dizer NÃO se necessário

Sou a Dona Dor, enviada pelo Dr. Carma, a fim de fazer valer a Lei

 

Eu sou a missão sagrada da retificação

Eu sou o dharma do guerreiro que busca o resgate

Eu sou a lágrima de ouro que faz brilhar o coração

Eu sou a oportunidade de servir sem ego e em silêncio

Eu sou a retificação consciencial que transforma o carvão em diamante

 

Eu sou a promessa de paz íntima vindoura no horizonte

Eu sou a brisa firme que desfaz a nuvem negra existencial

Eu sou a humildade inteligente que curva a coluna e os joelhos

 

Eu sou a cura advinda das dores, dificuldades e vicissitudes

Sou a Dona Dor, enviada pelo Dr. Carma, a fim de fazer valer a Lei.

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Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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