CÉU E INFERNO, ESTADOS D'ALMA

CÉU E INFERNO, ESTADOS D’ALMA

Meu coração chora, as lágrimas de outrora

Das oportunidades que foram embora

Mais que a vida, atuar é agora

A transformação íntima nesta hora

 

Oportunidades perdidas

Por vidas bandidas

De almas penadas

Que erraram as estradas

 

Entre a loucura e o arrependimento

A duras penas descobriu a verdade

No coração, explodiu o “cimento”

No desespero, a perspectiva da felicidade

A lucidez que se abriu num momento

Experiências contidas, espírito de idade

 

Ego vacilante de dor

Insegurança a se abrir ao amor

Em su’aura está escrito

Um passado nada amigo

Mesmo bom, clarividentes o veem bandido

 

Os olhos do passado habitam novos corpos,

Mas guardam velhas lembranças

O bem é o destino de suas almas,

Mas as mágoas se fazem subjacentes

Rompantes emocionais,

Disparam o chicote da língua áspera e cortante,

E não “enxergam” o brilho nos olhos dos arrependidos

 

Os estalos não cortam mais carnes,

Mas ofendem brotos de humildade ainda incipientes

Arrepender-se é bom sim, mas chega de ajoelhar e chorar

Os que nada fazem, “sabem sempre fazer melhor” do que quem faz pouco

Os que muito fazem, sabem colocar a banca, que muito bem desbanca

 

Enquanto as almas das formiguinhas choram,

As galáxias continuam a girar…

É o destino macrocósmico a cumprir

Numa escalada sideral anônima

 

Enquanto o samadhi não se instala em definitivo

Empunhemos a enxada da subsistência

Nos canteiros do intrafísico

Neste mundo áspero e cheio de perigos

 

Enfrentando o “demônio” de si mesmos

Frente ao espelho consciencial

No embate diário de viver.


Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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