BASTA UM LEVE PENSAMENTO

BASTA UM LEVE PENSAMENTO

Os vulcões explodem,

As lavas escorrem pelos veios da mãe,

É o kundalini da Terra!

Basta um leve pensamento…

 

Os tornados despontam no horizonte

Varrendo povoados e reciclando energias deletérias

É o dedo de Deus!

Basta um leve pensamento…

 

As tempestades inundam e trovoam nos céus

Enquanto as águas escorrem pelo seio da terra

Beneficiando uns e desgraçando outros

É a justiça cósmica!

Basta um leve pensamento…

 

Os terremotos balançam as vidas, as almas e as edificações

Acomodando terras, continentes, humilhando grandes e pequenos seres

É a reciclagem kármica!

Basta um leve pensamento…

 

Os mares engolem a terra, pequenas e grandes embarcações

Salgando os objetos e as carnes vivas, afogando quem a desrespeita

É o desafio ao ego humano!

Basta um leve pensamento…

 

O cosmos observa o orbe terráqueo sereno,

Acalenta-o em seu berço esplêndido,

Enquanto bilhões de formiguinhas humanas se descobrem e evoluem em seus relacionamentos mesquinhos e fúteis.

 

Os bons valores, sufocados pelos egos, pelos interesses e pela mediocridade social, só vêm à tona mediante as sacudidelas cármicas necessárias ao acordar consciencial.

 

A dor é necessária para tirar o homem do transe hipnótico da ignorância para acordá-lo para as perspectivas de amor.

 

Enquanto o homem não reconhece o poder da sutileza, Deus o toca na linguagem “densa” que o homem conhece: a força!

Basta um leve pensamento…

 

Dalton e Andréa – Escrito em 30/09/2003


Dalton Campos Roque
Engenheiro por destino, editor por teimosia, escritor por vocação, poeta por emoção, pesquisador da consciência por dharma, em busca de redenção.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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