ASSIM É A HUMANIDADE

ASSIM É A HUMANIDADE

Futilidade na vida

Frivolidade diária

Fugacidade da alma

Trivialidade mental

Mediocridade nos sentimentos

Superficialidade na sabedoria

Incompetência no amor

Incontinência na paz

Displicência na luz

Negligência na comunhão

Carência de humildade

Faccioso na justiça

Egocentrismo no coração

Abundância no ódio

Exacerbação no orgulho

Extrapolação na vaidade

Consistência na mentira

Convicção na usura

Fanatismo na opção

Farto na ignorância

Repleto de medo.

 

Oh homem filho de Deus!

Por que tu és assim?

Quantas lhe pergunto, quantas vidas mais precisas?

Precisas para triturar e matar, para luxuriar e se fartar de egoísmo inútil, para exercer o orgulho arrogante, técnico e vazio, para praticar a mentira sem a consciência de culpa?

Quanto tempo ainda precisará para vagar nos umbrais?

Nos umbrais da vida, sofrimento de morte, vivenciando grito, gemido e dor.

 

Serás que não se lembras de “ontem”?

“Ontem” mesmo esteve lá e hoje incorre em erros de novo?

 

Aguardemos os prazeres da carne para aprendermos com as desilusões da alma.

Vivenciaremos os gozos luxuriosos para aprendermos com as carências de afeto.

Experimenta as drogas e a promiscuidade par aprendermos com as deformidades e doenças incuráveis.

Provemos o sabor do ócio e das facilidades preguiçosas para aprendermos a servir com humildade a quem tem mais sabedoria que nós.

A vida é assim, livre.

Cada um faz suas opções.

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Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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