Antes trevas, depois luz

ANTES E DEPOIS

Antes, duro como pedra.

Frio como o gelo,

Sarcástico como as trevas,

Cínico como a dor,

Irônico como o egoísmo,

Debochado como o orgulho,

Intelectual como o vazio.

Assim iniciei minha jornada, achando que era tudo,

Ou que tudo poderia me tornar.

O sentimento de superioridade por ter mais conhecimento

Prova a ignorância de não se possuir sabedoria.

A sabedoria diminui o ego, pois engrandece sua alma.

O ego frustrado diante da virtude se dilui,

Impotente, em abençoada agonia.

Sofrendo, descobri o amor, correndo descobri a LUZ;

Amando descobri a PAZ.

Dando cabeçadas descobri a brandura.

Curvando-me, descobri a meiguice e a felicidade.

Humilhado pelos homens em ambientes sociais,

Aprendi a ser modesto nos ambientes conscienciais.

Considerado mal e incompetente nos ambientes empresariais,

Aprendi a ser dedicado e talentoso nos ambientes espirituais.

Nessa prova de vida, nesse fardo, nessa benção,

Tudo sinto, tudo sou, mas gratidão alguma se compara

À que trago na alma.

Até mesmo por uma nova oportunidade de errar, que seja,

Mas no mínimo por boa intenção.

A gratidão é uma benção para quem a carrega,

Não para quem a recebe.

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Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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