A FORÇA DA SUTILEZA

A FORÇA DA SUTILEZA

A força não é forte.

Quem pensa que é forte com força, fraco é.

A brutalidade é uma força fraca que é forte somente contra quem a produz.

O Mal só prejudica o aparelho gerador.

O amor faz parte das sutilezas da alma.

 

É incrível, é inacreditável.

Quanto menos força você faz, mais você consegue.

Basta um leve pensamento,

A alma se expande ao infinito,

Ganha o mundo e o universo,

Parece que ouve a voz de Deus na imensidão do eterno.

 

A harmonia de silêncio, o silêncio que fala.

Para exercer o amor não é necessário força.

Ele flui por si próprio, ele basta a si mesmo.

 

Mas ele é bom e não gosta de solidão e deseja envolver todas as criaturas vivas no templo da existência.

Por mais que o matem, ele nunca se abala,

Enquanto o mal explode pelos ares, fazendo sujeira e barulho, o bem permeia todos os espaços, todos as estruturas e mentes e todas as dimensões.

 

Quanto mais leve e solto, quanto mais sereno e calmo, quanto mais humilde e quieto, quanto mais silencioso e discreto, quanto mais honesto e reto, quanto mais confiante e mais distante e sutil, mais forte ele é.

Ele é abstrato, intangível e invisível.

Quanto mais sutil, mais forte ele é.

É o amor, o amor de Deus, a Força da Sutileza!

 

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Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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