a cada um segundo suas obras

A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS

Há os que tatuam cruzes no braço,

Mas não conseguem tatuar no coração.

 

Hás os que colam o plástico de Jesus no carro,

Mas plastificam seus corações.

 

Há os que leem bíblias em voz alta,

Mas a bondade do coração está muda.

 

Há os que oram de joelhos,

Mas o orgulho reina em pé em suas almas.

 

Há os que frequentam templos,

Mas não frequentam a prática do amor.

 

Há os que louvam os anjos e santos,

Mas são surdos para os seus conselhos.

 

Há os que professam lindas doutrinas,

Mas sequer as praticam no próprio lar.

 

Há os que pregam a humildade,

Mas não se dobram diante do irmão de outra ideologia.

 

Há irmãos que doam valores materiais,

Mas não doam a boa ação que transforma.

 

No entanto,

Há irmãos que não doam nenhum bem,

Mas doam a si próprios.

 

Há irmãos que vivem no silêncio,

Mas seus corações gritam amor.

 

Há irmãos que são discretos em sua humildade,

Mas são gigantes fraternos.

 

Há irmãos sem cultura e ignorantes,

Mas praticam a sabedoria da caridade.

 

Há irmãos que nem conhecem doutrinas religiosas,

Mas já são sua própria religião no dia a dia.

 

Há amores e paixões, abrangências e limitações, vontade e má fé, humildade e orgulho…

A cada um segundo suas obras.

Não importa o que a boca fala,

Mas o que o coração pratica. A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS, Ramatís

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Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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