ESTADOS MODIFICADOS DE CONSCIÊNCIA E SEUS SENTIDOS

ESTADOS MODIFICADOS DE CONSCIÊNCIA E SEUS SENTIDOS

Aqui vamos elucidar os Estados Modificados de Consciência antes denominados Estados Alterados de Consciência no âmbito da meditação.

Você deve observar que muitos termos são vulgarmente utilizados às vezes como sinônimos e às vezes com algumas nuances de diferenças que vamos tentar elucidar melhor a seguir. Existem muitos estados modificados de consciência, mas aqui vamos abordar apenas aqueles adstritos a nossa área de interesse, portanto, são poucos.

O objetivo disso é dar ferramentas para o meditante a entender a si mesmo e como está progredindo em sua empreitada.

De forma generalista a meditação é: ato ou efeito de meditar, de pensar com grande concentração de espírito. Escrito que tem como tema um assunto filosófico ou religioso: as “Meditações” de Descartes, de Santa Teresa. (Neste sentido, escreve-se com maiúscula.); Oração mental; Ato ou efeito de meditar, de pensar com grande concentração de espírito. Religião: exercício espiritual que prepara para a contemplação. Ex.: a quietude dos claustros é propícia à meditação; Hábito de pensar.

Meditação – segundo o dicionário Aurélio, Ed. Nova Fronteira, 1999; meditação é: concentração intensa do espírito; reflexão; ou; oração mental, que consiste, sobretudo em considerações e processos mentais discursivos, e que se opõe a contemplação.

Para nós, os autores desta obra, a meditação é uma prática de interiorização do pensamento em si com o objetivo de ir além do pensamento para o não-pensamento, um vazio, um vácuo mental.

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A meditação tende para zero,

enquanto a concentração tende para um

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De forma generalista – concentração: A concentração mental é um processo psíquico que consiste em centrar voluntariamente toda a atenção da mente sobre um objetivo, objeto ou atividade que se está fazendo ou pensando em fazer no momento, deixando de lado toda a série de fatos ou outros objetos que podem ser capazes de interferir com sua realização ou atenção.

Concentração – concentrar: segundo o dicionário Aurélio, Ed. Nova Fronteira, 1999; Aplicar, empregar, dirigir (o pensamento, a atenção, o sentimento, etc.) de modo intenso ou exclusivo.

Reflexão de forma genérica é: argumento, cisma, consideração, contemplação, ensaio, meditação, observação, pensamento, ponderação, raciocínio, meditar, pensar demoradamente. Ex.: <refletiu na proposta antes de tomar a decisão>; <sempre refletia muito antes de agir>. Reflexão é pensar e sentir, ponderar avaliando.

Reflexão – segundo o dicionário Aurélio, Ed. Nova Fronteira, 1999; volta da consciência, do espírito, sobre si mesmo, para examinar seu próprio conteúdo por meio do entendimento, da razão. Cisma, meditação, contemplação. Ponderação, observação, etc.

Contemplação de forma generalista: Ação ou resultado de contemplar, de observar. Movimento de meditação e máxima atenção, estado especial de consciência presente a todo momento, a contemplação dá sentido e intensidade à vida. Concentração do espírito sobre assuntos intelectuais ou religiosos; meditação: viver na contemplação. A contemplação pode ser mero estado de observar, como observar o mar, o pôr do sol ou as estrelas, como também pode ser uma das várias fases de introspecção no processo da meditação.

Contemplação – contemplar: segundo o dicionário Aurélio, Ed. Nova Fronteira, 1999; Olhar, observar, atenta ou embevecidamente; considerar com admiração ou com amor, admirar, apreciar.

Devaneio – segundo o dicionário Aurélio, Ed. Nova Fronteira, 1999; Capricho da imaginação; fantasia, sonho, quimera.

Relaxamento – relaxar: segundo o dicionário Aurélio, Ed. Nova Fronteira, 1999; diminuição da força ou tensão mental ou muscular.

Evocação / Invocação: posso, se me apetecer, evocar alguém que invocou algo. Invocar tem como etimologia o latim invocare e significa implorar a proteção ou o auxílio, fazer súplicas, chamar em seu socorro, pedir, rogar, suplicar. Como também significa alegar em seu favor, recorrer a.

Evocar também vem do latim e significa chamar de algum lugar, fazer aparecer, chamando por meio de esconjuros, invocações ou exorcismos; trazer à lembrança. Assim, podemos evocar os espíritos.

 


Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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