MÃE DIVINA, ME DECLARO A TI

MÃE DIVINA, ME DECLARO A TI

Não desejo apenas ser a emoção que distorce.

Não quero sentir a carência que falseia.

Não posso admitir o ego que divide.

Não importa por qual crença.

Não importa por qual nome.

Não importa se houver ritual.

Eu apenas desejo sentir em meu peito e em minha vida a Mãe Divina.

O exterior não importa, desejo apenas a riqueza da paz íntima de servir humildemente.

Eu desejo apenas aprender a amar sentindo a Mãe Divina.

Deus se manifesta de infinitas formas em sua onipotência, onisciência e onipresença, se manifesta também na figura doce, meiga, mansa e gentil da Mãe Divina.

Mãe Divina, estou apaixonado por Ti!

Te amo!

Ainda é um amor humano e limitado, um ego daquele que o possui, mas com Sua Bênção e Sua Luz em meu caminho, as brasas se transformarão em veludo, os espinhos se reverterão em flores, o lodo se formará em perfume, o fardo se transformará em brisa e as trevas de minha ignorância  sofrerão a alquimia cósmica de se converter em Luz, em pura Luz de Amor e Paz.

Já possuo suas bênçãos, agora guardo a responsabilidade de saber que o resto depende de mim.

Meus bons gestos e dignas intensões, farão com que o Universo conspire a meu favor.

Mãe Divina, agradecido prostro-me diante de Ti.

Obrigado!

Texto redigido em 27/02/2004, em Curitiba.


Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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