Era uma vez uma flor
Era tão bela e sutil
Tinha água, mas não tinha amor
Que pena, murchou e sumiu
Era uma chama tremulante e azul
Era quente e formosa
Tinha energia, mas não tinha amor
Que pena, apagou e exauriu
Era uma vez uma larva
Que era feia e sozinha
Não tinha nada, mas tinha amor
Eclodiu borboleta e ganhou cor
Era uma vez uma criança
Que era fofa e sutil
Só recebeu NÃO e repressão
Fechou-se dentro de si e implodiu
Era vez outra criança
Que também era fofa e sutil
Que recebeu muito amor e educação
Se tornou obreira da Mãe Divina e expandiu seu grande coração.

