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LIVRO MOMENTOS DE INSTROSPECÇÃO

Esta categoria de posts é exclusiva para imagens das obras de Dalton Campos Roque – consciencial.org

 


MOMENTOS DE INTROSPECÇÃO

  • Acolhimento consciencial em histórias sobre dor, sentido e consciência
  • Todos temos direito à felicidade. E quando o ideal ainda parecer distante, que a esperança nos sirva de luz, combustível e caminho.
  • Narrativas espiritualistas com reflexão existencial.
  • Autor: Dalton Campos Roque, Cabo Frio, RJ, 1ª edição – 2026
  • São 27 histórias de acolhimento e abraço no leitor.
  • Para ler 50 páginas grátis (impresso) – https://clubedeautores.com.br/livro/momentos-de-introspeccao
  • E-book – aguarde…
  • Todas as imagens possuem DIREITOS AUTORAIS.

SINOPSE

Momentos de Introspecção reúne vinte e sete narrativas, crônicas meditativas e reflexões espiritualistas sobre dor, amor, liberdade, mediunidade, reencarnação, karma, autoconhecimento e transformação interior. Entre personagens comuns, experiências simbólicas e situações existenciais, a obra convida o leitor a fazer uma pausa e olhar para a própria vida com mais profundidade, gentileza e lucidez. Inspirado no paradigma consciencial, o livro não procura impor verdades nem defender uma doutrina fechada. Seu propósito é acolher, provocar reflexão e abrir caminhos de escuta interior. Uma obra para quem busca mais consciência, mais sentido e mais paz íntima.

Nota: as imagens não estão no livro por questões óbvias: custo para o leitor e custo para o autor. quanto mais imagens no e-book, mas a Amazon cobra do autor. Por isso eu resolvi postá-las aqui.

Nota 2: as imagens retratam a sequência da história.


 

OS PERSONAGENS, CENÁRIOS E SENTIMENTOS MOMENTOS DE INSTROSPECÇÃO


1 O remédio de dentro – Josie

Josie tinha dezesseis anos e, à primeira vista, sua vida seguia dentro do esperado.

Estudava bem, mantinha relações sociais tranquilas, convivia com a família sem grandes conflitos e atravessava a rotina com a naturalidade comum à sua idade. Era uma adolescente como tantas outras, com suas pequenas inseguranças, seus gostos discretos, suas amizades, seus silêncios e aquela vida interior que começava a se formar com mais intensidade, embora ela ainda não soubesse interpretar o que acontecia dentro de si. …

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2 Dimas e a melancolia

Para Dimas, a vida não era exatamente um problema.

Mas também não era um convite. Ele acordava, trabalhava, comia, conversava quando necessário, cumpria obrigações, pagava contas, respondia mensagens e seguia adiante. Por fora, parecia funcional. Por dentro, havia uma distância difícil de explicar, como se estivesse presente na própria vida, mas sem conseguir participar dela por inteiro.

Não era tristeza contínua. Não era preguiça. Não era falta de capacidade.  Era uma espécie de desencontro entre o que fazia e o que sua consciência buscava. Algo nele olhava para a vida comum e perguntava, em silêncio: “É só isso?”

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3 Dona Dor e Dr. Karma

Ele não a reconheceu de imediato. Nos primeiros encontros, pensou que fosse castigo, azar, injustiça ou simples consequência de circunstâncias externas.

A dor surgia em momentos específicos, quase sempre quando alguma parte de sua vida parecia prestes a se estabilizar. Bastava começar a acreditar que tudo entraria nos eixos para algo acontecer, uma perda, uma frustração, uma ruptura, uma notícia difícil, uma decepção, uma limitação inesperada. Era como se a vida dissesse “pare um pouco” exatamente quando ele queria seguir adiante sem olhar para dentro. No começo, reagiu como quase todos reagem. Resistiu. …

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4 Cristais d’água

Ele vivia em um estado difícil de explicar. Não era tristeza constante, nem perda completa de sentido.

Também não era desespero. Era algo mais discreto, mais persistente, quase silencioso: a sensação de que sua vida não estava se manifestando por inteiro. Como se existisse dentro dele uma versão mais clara, mais amorosa e mais verdadeira de si mesmo, mas essa versão permanecesse sempre um pouco distante, encoberta por pensamentos, cansaços, medos e pequenas desorganizações internas. Havia uma memória emocional de coerência. …

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5 Que saudades do meu planeta

Ele dizia aquilo com leveza, quase sempre sorrindo, como se fosse apenas uma frase curiosa, uma brincadeira recorrente, dessas que as pessoas ouvem, acham graça e logo esquecem.

“Que saudades do meu planeta.” Alguns riam. Outros achavam estranho. Havia quem respondesse com outra piada, quem mudasse de assunto e quem simplesmente não desse importância. Para a maioria, era apenas uma excentricidade simpática, uma forma diferente de expressar cansaço do mundo. Mas, para ele, a frase tinha outra profundidade. Não era apenas humor. Era uma saudade sem endereço.

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6 A pequena Mãe Divina

Clara era o tipo de pessoa que parecia pertencer a um tempo mais lento.

Havia nela uma delicadeza difícil de explicar, dessas que não se confundem com fragilidade. Era sensível, mas firme. Calada em muitos momentos, mas jamais ausente. Carregava no olhar uma atenção rara, como se percebesse mais do que dizia e acolhesse mais do que demonstrava. Desde pequena, repetia uma frase que os outros recebiam como brincadeira: “Tenho saudades do meu planeta.” Dizia sorrindo, às vezes com humor, às vezes com uma tristeza doce no fundo da voz. Para quem ouvia de fora, parecia apenas …

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6.2 A pequena mae divina

6.3 A pequena mae divina

6.4 A pequena mae divina


7 Buquê da consciência cósmica

Ela estava bela, mas não da forma comum que os olhos percebem depressa e esquecem logo depois.

Havia nela uma beleza mais silenciosa, dessas que não pedem reconhecimento. Não vinha apenas do rosto, da postura ou da suavidade dos gestos. Vinha de algo mais profundo, uma espécie de harmonia íntima que atravessava o corpo e tocava o ambiente ao redor. Era presença. Era campo. Era a delicadeza de uma alma que havia aprendido, ao longo de muitas existências, a não disputar espaço com a vida. …

7 Buque da consciencia cosmica

 

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8 Dialogando com o vento

Estou aqui, ao final de mais um dia comum, desses que passam quase invisíveis para a maioria, mas que revelam muito quando a consciência aprende a observar com mais cuidado.

A cidade ainda se movimenta lá fora. Há passos apressados, vozes atravessadas, carros, luzes, telas acesas, pessoas tentando chegar a algum lugar, mesmo quando já nem sabem exatamente para onde caminham por dentro. Entre tantos rostos cansados, sigo alimentando sonhos simples, quase secretos, desses que não aparecem nas vitrines, não rendem aplausos imediatos e não cabem nos discursos prontos do mundo.

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8 Dialogando com vento

 

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9 Confabulando sobre Deus

Falar sobre Deus sempre carrega um risco silencioso: o de tentar colocar o ilimitado dentro de palavras pequenas demais.

Ainda assim, a consciência tenta. Não por arrogância, nem por pretensão de explicar o inexplicável, mas porque há momentos em que algo transborda por dentro e pede forma. A palavra, mesmo imperfeita, torna-se ponte. Não alcança Deus em sua inteireza, mas aponta para uma direção. Não contém o mistério, mas permite que a alma respire diante dele. …

9 Confabulando sobre Deus

 

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10 O cético

Pedro era engenheiro.

Formado, experiente, respeitado e muito seguro dentro daquilo que dominava: o mundo concreto. Para ele, a realidade precisava ter estrutura, medida, peso, cálculo, resistência e comprovação objetiva. Concreto armado, aço, madeira, fundações, cargas, tensões e planilhas faziam parte de seu idioma natural. Era nesse território que sua mente se movia com precisão.

Gostava de raciocínios claros, argumentos bem construídos e resultados verificáveis. Se algo podia ser medido, calculado, reproduzido ou demonstrado, Pedro se interessava. Se escapava desses critérios, entrava imediatamente em sua zona de desconfiança. …

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11 Mergulho reencarnatório

Antes do nascimento, não há plateia.

Não há aplauso, fotografia, cerimônia pública ou narrativa heroica. Há silêncio. Há responsabilidade. Há uma consciência diante de si mesma(o), amparada por presenças espirituais mais lúcidas, revendo caminhos, reconhecendo pendências, avaliando possibilidades e aceitando, com maior ou menor coragem, o mergulho em uma nova vida.

A reencarnação, vista de fora, parece começo. Vista de dentro, é continuidade. …

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12 O caso de Felipe, o projetor astral

Felipe não era o tipo de pessoa que alguém imaginaria ao ouvir falar de experiências fora do corpo frequentes e lúcidas.

Não usava roupas especiais, não frequentava grupos espiritualistas, não fazia discursos sobre evolução, não buscava títulos, não se apresentava como iniciado e também não parecia interessado em convencer ninguém. Não era cético, porque já havia comprovado por experiência própria que a consciência continua viva além do corpo, que o karma opera com precisão e que a reencarnação não é apenas ideia consoladora. Mas também não era militante espiritual.

 

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12-Felipe-01 o projetor astral


13 Devaneios espirituais

Ele dizia que havia ido longe.

Mas não longe no sentido comum, como quem viaja para outro lugar, atravessa cidades ou se perde em paisagens externas. Era um longe diferente. Um deslocamento da percepção. Uma abertura breve, intensa, delicada, em que a consciência parecia ultrapassar, por alguns instantes, os limites habituais do corpo, da mente comum e da identidade cotidiana.

Não era fantasia solta. Também não era fuga da realidade. …

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13.2 Devaneios espirituais

 

13.3 Devaneios espirituais


14 A cura quântica

Dr. Renato tinha noventa anos e mantinha uma rotina que muita gente mais jovem já não sustentaria.

Atendia todos os dias em uma pequena cidade do interior, sem alarde, sem pressa teatral, sem necessidade de parecer moderno. Era médico de uma época em que o olhar clínico ainda tinha peso, a escuta importava e o paciente não era apenas um conjunto de exames, sintomas ou protocolos. Observava detalhes. Fazia perguntas simples. Prestava atenção ao corpo, à fala, ao rosto, ao silêncio e até ao modo como a pessoa se sentava diante dele.

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14.2 A cura quantica

 

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14.5 A cura quantica


15 Ana e o Portal 11:11

Há uma tendência muito humana de transformar símbolos em atalhos.

Números, datas, sonhos, coincidências e sinais aparentemente especiais podem tocar regiões profundas da alma. Em alguns casos, realmente funcionam como lembretes, sincronicidades ou pequenos chamados interiores. O problema começa quando a consciência, ainda carente de critério, entrega ao símbolo uma autoridade que ele não tem. O sinal deixa de ser convite à reflexão e passa a ser prova absoluta. A imaginação toma o lugar do discernimento, e aquilo que poderia inspirar maturidade começa a alimentar fantasia.

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16 O médium confiável

A expressão “médium confiável” costuma soar respeitável, quase técnica, como se carregasse um critério objetivo de qualidade espiritual.

Quando alguém diz “fulano é um médium confiável”, parece estar afirmando algo sólido, medido, confirmado e seguro. Mas, na prática, muitas vezes essa frase revela mais sobre o grupo que confia do que sobre o médium em si.

Em muitos ambientes espiritualistas, “confiável” acaba significando “parecido conosco”, “aceito pelo nosso círculo”, “agradável à nossa expectativa”, “compatível com nossa doutrina”, “capaz de nos consolar do jeito que esperamos”. O termo, então, deixa de ser critério de discernimento e passa a funcionar como selo de pertencimento. É uma chancela social, emocional e grupal, não necessariamente uma avaliação profunda da qualidade consciencial da comunicação.

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17 A discípula que morreu e foi atrás do Mestre

Há uma tendência muito comum na espiritualidade popular: transformar mestres em figuras distantes, luminosas, ornamentadas por títulos grandiosos, como se habitassem tronos invisíveis em regiões celestiais, sempre disponíveis para consolar egos ansiosos, mas curiosamente afastados do trabalho mais difícil da assistência espiritual.

Essa imagem é confortável. Encanta a sensibilidade, alimenta a devoção, organiza fantasias bonitas e cria uma sensação de proteção. Mas também pode distorcer profundamente a realidade da assistência consciencial.

17.1 A discipula que morreu e foi atras do Mestre

 

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18 Religioso de carteirinha

José era um homem correto, organizado e respeitado.

Espírita praticante havia mais de três décadas, mantinha uma rotina espiritual disciplinada, quase impecável aos olhos de quem o observava de fora. Lia obras espíritas com constância, frequentava o centro com regularidade, participava de atividades voluntárias e era visto como alguém comprometido, confiável e sério.

Não faltava dedicação em sua vida. …

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19 Com amor e por amor

Falar de amor parece simples. Talvez por isso mesmo seja tão difícil.

A palavra é bonita, conhecida, repetida em preces, músicas, livros, conversas familiares, discursos religiosos e mensagens de consolo. Todos falam de amor. Quase todos dizem agir por amor. Mas, quando olhamos com sinceridade para a vida cotidiana, percebemos que nem sempre sabemos o que estamos chamando de amor.

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20 Coração duro

Olá, homem de coração duro.

Falo contigo sem acusação, porque conheço parte do caminho que hoje talvez ainda te conduza. Em outros tempos, também confundi firmeza com rigidez, lucidez com superioridade e convicção com direito de ferir. Há uma fase da vida em que a consciência se arma de certezas, constrói muralhas ao redor de si mesma(o) e começa a se defender de tudo, inclusive daquilo que poderia ajudá-la a crescer. Por fora, isso pode parecer força. Por dentro, quase sempre é medo organizado.

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21 A ascensão de Dr. Roberto

A história de Dr. Roberto não começa com mérito. Começa com falta.

Falta de estrutura, falta de segurança, falta de pai, falta de infância protegida, falta de tempo para ser apenas criança. Antes de qualquer diploma, título ou reconhecimento, havia um menino colocado cedo demais diante da dureza da vida. Seu pai, Antônio Luiz, dentista, abandonou a família quando Roberto ainda era pequeno, deixando para trás uma mulher sem preparo formal, dois filhos e uma realidade marcada pela precariedade.

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22 Os três porquinhos, a evolução espiritual e o karma

A velha história dos três porquinhos costuma ser contada como uma lição sobre preparo, prudência e consequência.

Uma criança escuta e entende que uma casa frágil não resiste ao sopro do lobo. Um adulto, se prestar mais atenção, pode perceber algo maior: cada um constrói, ao longo da vida, a própria estrutura de sustentação diante das forças inevitáveis da existência.


23 Movido à consciência

João levava uma vida simples.

Aos olhos de quem o conhecia apenas por fora, nada nele parecia extraordinário. Era engenheiro mecatrônico, habituado a lidar com sistemas, mecanismos, circuitos, sensores, motores e lógica aplicada. Gostava de entender como as coisas funcionavam. Tinha paciência para desmontar, observar, testar, errar, ajustar e tentar de novo.


24 Ao sabor das ondas cósmicas

O amor pode ser compreendido como uma força silenciosa de organização da consciência.

Quando falamos de amor, quase sempre pensamos em afeto humano, vínculo familiar, romance, carinho, cuidado ou saudade. Tudo isso faz parte de sua manifestação mais próxima. Mas o amor, observado com mais profundidade, não se limita ao sentimento pessoal. Ele parece atuar como princípio de integração, uma força que aproxima, harmoniza, sustenta e reorganiza aquilo que tende à dispersão.


25 Uma visão de futuro

Miguel não chamava aquilo de sonho.

Também não chamava de profecia. Para ele, era uma visão interior, uma projeção lúcida de possibilidades, algo que surgia quando sua consciência se afastava um pouco dos ruídos imediatos do mundo e conseguia observar a humanidade a partir de outro ponto. Não era fuga da realidade. Era contraste. Um modo de perguntar, com seriedade íntima, o que a Terra poderia se tornar se certos princípios, tantas vezes repetidos em discursos religiosos, filosóficos e espirituais, finalmente descessem para a vida prática.


26 Quem é livre, transgride

Eu sou livre, eu transgrido.

Mas transgrido porque aprendi, às vezes com dor, que a obediência automática pode ser uma forma elegante de prisão. Transgrido porque nenhuma consciência amadurece apenas repetindo fórmulas, defendendo rótulos ou buscando aprovação em grupos que confundem segurança com verdade. Transgrido porque a liberdade consciencial não nasce do desejo de afrontar o mundo, mas da necessidade íntima de permanecer fiel ao que a consciência reconhece, hoje, como mais lúcido, mais íntegro e mais verdadeiro.


27 A música da vida

Viver é um medicamento delicado, e todo medicamento precisa de dose correta.

A falta adoece. O excesso também. Há remédios que curam em determinada medida e ferem quando usados sem discernimento. Com a vida acontece o mesmo. Trabalho demais endurece. Descanso demais dispersa. Silêncio demais isola. Ruído demais esgota. Razão sem afeto seca. Afeto sem lucidez confunde. Espiritualidade sem corpo vira fuga. Corpo sem alma vira mecanismo.


Dalton Campos Roque
Artífice de palavras e desvelador de abismos. Médium das letras que transita entre o ácido e o sublime. Engenheiro de "pontes" que ligam o visível ao inefável. Projetor e pesquisador do astral, cultiva um jardim de paradoxos, onde florescem humor e transcendência. Meus livros são portais — alguns levam ao sótão da alma, outros às catacumbas do riso. Costumo dizer que “escrever é o último exorcismo antes do amanhecer”.

Autor de dezenas de obras independentes — cinco sobre informática, uma sobre autopublicação e o restante sobre espiritualidade e consciência, sem religião.

Engenheiro Civil, pós-graduado em Educação em Valores Humanos (Sathya Sai Baba) e em Estudos da Consciência com ênfase em Parapsicologia. “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso.”

E um lembrete: todo texto, crítica ou alerta que escrevo serve, antes de tudo, para mim mesmo.

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